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Ministro Fux mantém proibição das bets e convoca audiência com governo e empresas do setor

Publicado 27/10/2026 • 09:25 | Atualizado há 25 minutos

KEY POINTS

  • Luiz Fux mantém a proibição das bets no Brasil e convoca audiência para 3 de novembro com representantes do governo, empresas de apostas e clubes de futebol.
  • Associação do setor questiona a suspensão e alerta para prejuízos financeiros, impactos em contratos comerciais e migração de apostadores para plataformas clandestinas.
  • Debate envolve preocupações com endividamento, saúde pública e regulamentação das apostas, além dos impactos econômicos e políticos da medida.

Reprodução / TV Justiça

O ministro Luiz Fux

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a proibição das apostas online no Brasil e convocou representantes do governo federal, de empresas do setor e de clubes de futebol para uma audiência sobre os impactos da medida.

A reunião está marcada para 3 de novembro, às 10h, e deverá reunir diferentes interessados para discutir a continuidade das atividades das plataformas de apostas no país. A decisão ocorre após a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) apresentar um pedido para suspender a medida provisória que determinou a paralisação das operações. A entidade argumenta que a restrição pode provocar perdas financeiras e estimular a migração de usuários para sites clandestinos.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a associação também alertou para possíveis prejuízos a contratos comerciais e à arrecadação do setor. A solicitação será analisada pelo ministro, que optou por ouvir os envolvidos antes de decidir sobre a questão.

Governo defende regras para o setor

No início de outubro, Fux solicitou um posicionamento da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o assunto. O órgão, responsável pela representação judicial do governo federal, defendeu a legislação que regulamenta as apostas online.

A AGU sustenta que a Lei das Bets está de acordo com a Constituição e estabelece mecanismos para proteger a saúde e a dignidade das pessoas que utilizam essas plataformas.

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As apostas esportivas foram autorizadas durante o governo de Michel Temer, em 2018, mas não receberam regulamentação dentro do prazo previsto na legislação. O setor passou a contar com regras específicas em 2023, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com a definição de exigências para a operação das empresas e a cobrança de impostos sobre a atividade.

Leia também: Bets já devolveram mais de R$ 1 bilhão; veja quanto falta pagar

Preocupação com endividamento e saúde

O debate sobre a suspensão das bets ocorre em meio ao crescimento das preocupações com o endividamento das famílias e os efeitos dos jogos sobre a saúde da população. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam aumento de 140% nos atendimentos relacionados ao jogo patológico entre 2018 e 2025.

Fux já havia manifestado preocupação com a expansão desse mercado. Em manifestações anteriores, o ministro associou as apostas a riscos financeiros e sociais e defendeu maior atenção aos efeitos da atividade sobre os consumidores.

A discussão também envolve os efeitos da suspensão sobre empresas, clubes de futebol, emissoras de televisão e outros segmentos que mantêm contratos comerciais com plataformas de apostas.

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