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CNBCLula vence o segundo turno no Brasil após apostas preditivas que favoreciam Bolsonaro

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Policia Federal intima Flávio Bolsonaro a entregar passaportes

Publicado 26/10/2026 • 16:58 | Atualizado há 13 minutos

KEY POINTS

  • Flávio Bolsonaro afirma que também foi proibido de deixar o país por decisão de Alexandre de Moraes e diz que cumprirá a determinação
  • Senador anuncia que pedirá a cassação da chapa de Lula por suposto abuso de poder político e econômico durante a campanha
  • Após derrota, Flávio diz que organizará deputados e senadores da oposição para atuar contra o quarto governo Lula

Flávio Bolsonaro. Crédito: AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e que está proibido de deixar o Brasil. Segundo ele, a medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma declaração de Eduardo Bolsonaro sugerindo que o irmão deixasse o país em caso de derrota na eleição.

“Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, afirmou Flávio, em vídeo publicado nas redes sociais.

A intimação para a entrega dos documentos ocorreu após uma visita de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração de Eduardo foi dada em 23 de outubro, dois dias antes da eleição. Na ocasião, Eduardo defendeu que o irmão deixasse o Brasil caso fosse derrotado.

Flávio classificou a decisão como política e questionou se a mesma medida seria tomada caso tivesse vencido a eleição.

“Pensa comigo: se eu tivesse ganhado as eleições e acontecia a mesma coisa, Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito me intimando no meio da rua?”, afirmou.

Flávio diz que pedirá cassação da chapa de Lula

No mesmo pronunciamento, Flávio anunciou que pretende buscar na Justiça Eleitoral a cassação da chapa de Lula, a quem acusa de abuso de poder político e econômico durante a campanha.

“Então eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu”, afirmou.

O senador acusou o governo de utilizar recursos públicos para favorecer a candidatura à reeleição e também alegou a existência de uma estrutura de disseminação de informações falsas contra sua campanha.

A campanha do então candidato já havia acionado o TSE durante o segundo turno por suposto abuso de poder relacionado ao envio de mensagens sobre programas sociais por canais oficiais do governo. A ação pedia, entre outras medidas, a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin.

Após a eleição, aliados e advogados de Flávio também passaram a discutir uma ação por suposto abuso de poder, em vez de uma tentativa de anular diretamente a votação.

Prorrogação da votação

Flávio voltou a criticar a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que permitiu a extensão da votação até as 19h em locais onde as urnas permaneciam abertas depois das 17h.

“O que aconteceu nesse domingo da eleição não foi normal”, disse o senador.

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Ele afirmou que o impacto da ampliação do horário precisa ser esclarecido e questionou a medida ter sido tomada no dia da votação.

A decisão de Zanin ocorreu após denúncias apresentadas pelas candidaturas sobre falhas no transporte de eleitores. Segundo o STF, a prorrogação alcançou os locais em que as urnas ainda não haviam sido encerradas às 17h.

O próprio presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou no balanço da eleição que a decisão exigiu adaptações técnicas e operacionais porque milhares de urnas já haviam sido encerradas quando a ordem foi proferida. O tribunal, porém, proclamou oficialmente o resultado do segundo turno.

Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, ou 51,79% dos votos válidos. Flávio recebeu 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%. A diferença foi de cerca de 4,43 milhões de votos.

‘Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou’

No vídeo, Flávio não reconheceu politicamente a derrota nos mesmos termos usados pelo TSE e afirmou que pretende contestar judicialmente aspectos da eleição.

“Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, declarou.

Ele também acusou Lula de promover “a maior compra de votos da história das eleições do Brasil” por meio de gastos públicos durante o período eleitoral. Flávio não apresentou, no pronunciamento, elementos que comprovassem essa acusação.

O senador afirmou ainda que os acontecimentos reforçam sua posição favorável ao fim da reeleição para cargos do Executivo.

“A disputa não deveria ser um vale-tudo por parte de quem quer se manter no poder”, disse.

Flávio promete liderar oposição no Congresso

Flávio disse que permanecerá no Brasil e pretende assumir a articulação política da oposição durante o quarto mandato de Lula. “Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição”, afirmou.

Segundo o senador, o objetivo é reunir deputados e senadores aliados para definir uma estratégia conjunta no Congresso Nacional.

“Eu vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza”, declarou. “Não vão me calar, não vão me intimidar”, concluiu.

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