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“Não vislumbramos um fim”: advogado analisa novas frentes no caso Banco Master
Publicado 17/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 17/06/2026 • 12:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
O advogado criminalista e sócio da Advocacia Pimentel, André Fini Terçarolli, afirmou que as investigações envolvendo o Banco Master podem revelar novos desdobramentos e atingir diferentes envolvidos. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o especialista destacou que mecanismos de controle existem, mas que eventuais falhas em registros e transparência podem indicar tentativas de contornar esses sistemas.
“Os encontros com qualquer autoridade pública são precedidos de agendas, de marcação, até por conta da lei da transparência, que obriga esse dever de detalhar, ou seja, de fornecer esses dados para a própria sociedade. E se eu não tenho esses registros, isso já pode ser visto como algo que foi realizado de forma a tangenciar esses mecanismos”, afirmou.
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Segundo Terçarolli, o caso envolve diferentes pontas de uma possível cadeia de irregularidades, incluindo quem teria iniciado eventuais práticas ilícitas e quem teria recebido recursos. Ele explicou que, dependendo das circunstâncias, autoridades investigadas podem responder por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e até organização criminosa.
“Dependendo do contexto, além da prevaricação, a gente pode ingressar num crime de corrupção passiva, ou eventual valores que ele tenha recebido para tomar um partido ou não, se efetivamente aconteceu. Pode ter sido a sua entrega, a sua forma que ele encobriu esse patrimônio. Pode entrar num campo da lavagem de dinheiro, a gente pode ter também eventual influência que ele tenha exercido para conseguir algum ato de quem está financiando esse tipo de atividade”, disse.
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Siga o Times | CNBCO advogado também avaliou que as investigações podem continuar revelando novos personagens e conexões fora do sistema financeiro. Para ele, cada nova fase da operação amplia o número de envolvidos e exige uma análise mais aprofundada dos fatos.
“Os fatos cada vez mais ganham novos contextos, novos participantes, novas frentes. (…) A cada desdobramento, cada etapa, cada fase nova da operação vai surgindo novos participantes, novas pessoas, a maioria sempre vinculada ao banco de uma forma ou de outra, seja por nível de parentesco ou alguma outra forma, mas isso é cada vez mais, a gente não vislumbra um fim”, afirmou.
Sobre a possibilidade de recuperação dos valores envolvidos no caso, estimados em cerca de R$ 60 bilhões, Terçarolli disse acreditar que os mecanismos atuais podem contribuir para o ressarcimento de parte dos prejuízos. Ele também ressaltou que o episódio deve gerar mudanças nos sistemas de governança e fiscalização.
“Eu vejo, até por conta das experiências anteriores que dessa vez está bem forte esse aspecto. Então, os aspectos que têm sido, além de outros, rejeitados, o acordo de colaboração do Daniel Vorcaro, por conta do ressarcimento. Tanto a Polícia Federal quanto a PGR, elas querem um valor que seja compatível com os danos sofridos”, afirmou.
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