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Nova rota direta entre China e Brasil deve facilitar a importação de insumos industriais e tecnológicos
Publicado 19/04/2025 • 10:28 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 19/04/2025 • 10:28 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Uma nova rota marítima direta entre China e Brasil começou a operar nesta semana, ligando o Porto de Gaolan, em Zhuhai, aos portos de Santana (AP) e Salvador (BA). Segundo o governo brasileiro, a iniciativa “reforça a posição do país como parceiro estratégico da China” e representa um avanço nas relações comerciais, com impactos logísticos, econômicos e geopolíticos.
Chamada de Canal Dourado, a conexão inédita foi viabilizada por acordos bilaterais entre os países e deve reduzir o tempo de transporte, baratear custos logísticos e ampliar o fluxo comercial, especialmente pelas regiões Norte e Nordeste.
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Além do escoamento de produtos como soja, minério de ferro, carne bovina e celulose, a nova rota facilitará a importação de insumos industriais e tecnológicos. De janeiro a março deste ano, a Bahia exportou cerca de US$ 1,2 bilhão para a China e importou US$ 800 milhões. A expectativa é que esses volumes aumentem com a nova ligação.
Para Antonio Gobbo, diretor-presidente da Autoridade Portuária da Bahia (Codeba), a nova ligação com o sul da China e Hong Kong complementa a rota Bahia-Ásia já existente. “Vai economizar tempo, reduzir o frete e fortalecer o papel do porto na logística internacional”, disse.
O Porto de Salvador, que passa a integrar a rota, tem capacidade para navios de até 150 mil toneladas de porte bruto. Já o Porto de Gaolan, único de águas profundas da região de Zhuhai, movimenta cerca de 160 milhões de toneladas por ano.
De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a medida também deve atrair investimentos em energia renovável, logística e tecnologia. “Queremos que essa integração se traduza em desenvolvimento para os estados do Norte e do Nordeste”, disse o ministro Silvio Costa Filho.
Outro terminal beneficiado é o Porto do Pecém (CE), que passa a fazer parte da operação por meio do Serviço Santana, operado pelas empresas MSC e APM Terminals. O trajeto entre a China e o Ceará deve levar cerca de 30 dias. A estimativa é de aumento de até 10% na movimentação do terminal, com destaque para frutas, castanhas, granito e equipamentos industriais.
Líder na produção e exportação de melões no Brasil, o Rio Grande do Norte mira o mercado chinês como próxima fronteira comercial. Apesar da China ser a maior produtora mundial da fruta, sua oferta cai entre outubro e abril, justamente quando o RN colhe e exporta. Segundo a Abrafrutas, a aposta é que, com a abertura desse novo mercado, as exportações brasileiras tripliquem em até três anos.
Para viabilizar esse plano, no entanto, será preciso vencer obstáculos logísticos e fitossanitários, como o longo tempo de frete e as exigências de certificação. Em maio de 2025, uma comitiva do agronegócio visitará Xangai para avançar nas negociações.
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