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OAB quer acesso a documentos sobre Master e pede que Gonet não atue em processo sobre Moraes e Vorcaro
Publicado 09/09/2026 • 22:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/09/2026 • 22:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Marcelo Camargo/Agência Brasil.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu nesta quarta-feira (9) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não atue pessoalmente no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) que reúne os desdobramentos das mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes.
O argumento é que Gonet também foi chamado pelo presidente do STF, Edson Fachin, a prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados ao caso. Para a OAB, isso recomenda que outro integrante do Ministério Público represente a instituição nessa etapa.
A entidade ressalva que não acusa Gonet de irregularidade. A intenção, segundo a petição, é evitar que o procurador-geral participe da análise de uma controvérsia sobre a qual ele próprio terá de prestar informações.
A Ordem também pediu ao STF acesso aos documentos, relatórios e manifestações ligados ao caso Master que foram reunidos pela Presidência da Corte.
O material deve ser entregue a uma comissão formada por presidentes de seccionais da OAB, conselheiros federais e juristas. Depois da análise, um relatório será levado ao Conselho Federal da entidade.
“Nós esperamos desvendar tudo aquilo que a sociedade brasileira tem de dúvidas ainda hoje sobre a participação ou não de autoridades da República perante as investigações”, afirmou o presidente da OAB Nacional, José Alberto Simonetti.
Segundo ele, a ideia é primeiro conhecer os documentos e só depois decidir se a Ordem fará novos pedidos ao STF ou a outros órgãos.
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Siga o Times | CNBCA petição também pede que continuem protegidas informações que possam prejudicar investigações em andamento, atingir direitos de terceiros ou violar o sigilo entre advogados e clientes.
A OAB discutiu ainda a possibilidade de afastamentos de autoridades e pedidos de impeachment, mas decidiu não tomar esse caminho agora.
“Não será pedido nenhum afastamento, até porque não existe processo instaurado ainda pelo Supremo Tribunal Federal, portanto não cabe à Ordem pedir o afastamento”, disse Simonetti.
Ele afirmou também que faltam elementos, neste momento, para a entidade sugerir ou apoiar um pedido de impeachment no Senado.
“Nos falta nesse momento elementos para que nos levem a sugerir ou apoiar um pedido de impeachment no Senado Federal”, declarou.
A OAB deixou aberta a possibilidade de rever essa posição depois que a comissão tiver acesso aos documentos e concluir a análise.
Além disso, a entidade pediu que eventuais indícios de crimes envolvendo autoridades sejam investigados, independentemente do cargo ocupado.
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