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Operações da PF

Brasileiros sancionados pelos EUA por elo com PCC são alvo da PF

Publicado 03/07/2026 • 10:32 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (03) a Operação Exchange para desarticular um braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • O braço financeiro é suspeito de lavar mais de R$ 10 bilhões do tráfico internacional de drogas.
  • A ação mira os empresários Stella Stefanie Nunes e Victor Henrique de Oliveira Shimada, os primeiros brasileiros sancionados pelos EUA desde que o governo de Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.
Banco Master

Foto: divulgação PF

A PF deflagrou, nesta sexta-feira (03), a Operação Exchange para desarticular um braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (03) a Operação Exchange para desarticular um braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar mais de R$ 10 bilhões do tráfico internacional de drogas. A ação mira os empresários Stella Stefanie Nunes e Victor Henrique de Oliveira Shimada, os primeiros brasileiros sancionados pelos Estados Unidos desde que o governo de Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.

Stella foi presa nesta manhã pela PF, enquanto Shimada está foragido. A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto.

Mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, em endereços de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até R$ 10,4 bilhões.

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Na quarta-feira (01), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra Stella e Shimada, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

Shimada é suspeito de liderar, segundo o governo americano, o núcleo paulista da rede de lavagem de dinheiro do PCC. Ele é descrito como o elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O Tesouro americano afirma ainda que Shimada já cumpriu prisão domiciliar no Brasil por investigação relacionada à lavagem de recursos desviados do Sport Club Corinthians Paulista em um esquema de fraude publicitária.

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A empresa Victory Trading, ligada a Shimada, aparece na denúncia do Ministério Público de São Paulo sobre o caso “Vai de Bet”, que apura um suposto esquema de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro envolvendo o contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas. Segundo a Promotoria, a empresa integrou a cadeia de movimentação dos recursos antes de um repasse à UJ Football Talent.

Investigadores da PF caracterizam Shimada como um “grande lavador de dinheiro” e figura conhecida no mercado norte-americano. Ele é suspeito de operar uma rede complexa e estruturada que ajudava na logística do branqueamento e ocultação patrimonial do PCC.

No caso de Stella, o Tesouro aponta a empresária como colaboradora próxima de Shimada. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, ela auxiliava na coleta de grandes quantias de dinheiro em espécie e prestava apoio logístico às operações da rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

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O que a sanção acarreta?

As sanções foram aplicadas com base na legislação americana de combate ao crime organizado transnacional. Na prática, todos os bens e interesses das pessoas e empresas sancionadas que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos americanos ficam imediatamente bloqueados.

Além disso, cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA estão proibidos de realizar qualquer tipo de transação com os alvos das medidas.

As restrições também podem atingir empresas e bancos de outros países que mantenham relações comerciais relevantes com os sancionados. Segundo o Departamento do Tesouro, instituições financeiras estrangeiras que facilitarem operações em benefício dos alvos podem ficar sujeitas a sanções secundárias, o que pode restringir seu acesso ao sistema financeiro americano.

As sanções não representam condenação criminal nem equivalem a uma ordem de prisão, mas impõem severas restrições financeiras e comerciais, dificultando operações internacionais, acesso ao dólar e negócios com empresas que mantenham relações com os Estados Unidos.

EUA classificam CV e PCC como organizações terroristas

No mês passado, os Estados Unidos oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho e PCC como terroristas. A medida foi divulgada à revelia do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e após pedido expresso e apoio político do pré-candidato de oposição ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governo brasileiro entende que a designação permitiria, no limite, que os EUA promovessem uma operação militar em território nacional.

A decisão foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele escreveu, na decisão, que PCC e CV “são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos”.

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