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Operações da PF

Vorcaro fez o pai de laranja e escondeu R$ 2 bi na REAG enquanto FGC pagava vítimas e credores do Banco Master

Publicado 04/03/2026 • 13:34 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • Vorcaro ocultou R$ 2,24 bilhões na conta do pai em empresa conhecida por lavar dinheiro de organizações criminosas após ser solto
  • Dinheiro escondido por Vorcaro estava na REAG enquanto FGC cobria rombo de R$ 40 bilhões deixado pelo Banco Master
  • Segunda fase da Operação Compliance Zero bloqueou R$ 2,24 bilhões escondidos por Vorcaro na conta do pai Henrique Moura Vorcaro
Daniel Vorcaro sombrio

Imagem: Wikipédia com filtro do Gemini

'Tem que moer essa vagabunda', diz Daniel Vorcaro a sicário sobre ex-funcionária

Daniel Vorcaro foi solto no dia 28 de novembro de 2025, após ficar 11 dias preso na primeira fase da Operação Compliance Zero. Menos de dois meses depois, a Polícia Federal descobriu que ele havia escondido R$ 2,25 bilhões na conta de seu pai, Henrique Moura Vorcaro, junto à empresa CBSF DTVM, mais conhecida como REAG.

A descoberta consta na decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou a terceira fase da operação nesta quarta-feira (4). O ministro descreveu a REAG como uma empresa “conhecida por lavar dinheiro das mais perigosas organizações criminosas do Brasil.” Vorcaro colocou mais de R$ 2 bilhões exatamente ali, na conta do próprio pai.

O valor foi bloqueado durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026, menos de 50 dias após a soltura de Vorcaro. Segundo a decisão de Mendonça, os recursos estavam ocultos em nome de terceiros e só foram identificados pelas medidas executadas nessa fase da investigação.

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Despacho de André Mendonça, página 25; Arte: Duda Basso, Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC

O contraste com o FGC

A decisão de Mendonça é explícita ao contextualizar a ocultação. Enquanto Vorcaro escondia R$ 2,24 bilhões, o Fundo Garantidor de Crédito sangrava para cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no mercado financeiro – um buraco que alcança quase R$ 40 bilhões. O dinheiro ocultado pertencia, na prática, aos credores e às vítimas do esquema.

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A continuidade do crime após a soltura

Para Mendonça, o episódio é a prova mais concreta de que Vorcaro não interrompeu as atividades criminosas após a primeira prisão.

A decisão usa o caso diretamente para justificar a nova prisão preventiva: solto, Vorcaro continuou operando, ocultando patrimônio, mantendo a milícia ativa e preservando a estrutura financeira da organização.

O ministro também destacou que as condutas de Vorcaro não podem ser dissociadas de seu cunhado e operador financeiro Fabiano Zettel, “cujas ações ilícitas contavam com o apoio incondicional” do braço armado da organização – “A Turma”, liderada por Luiz Phillipi Mourão e integrada pelo policial aposentado Marilson Roseno da Silva. Os quatro foram alvo de mandados de prisão preventiva nesta quarta-feira.

Nota do Banco Central

​A respeito da deflagração da 3ª Fase da Operação Compliance Zero, o Banco Central declara sua convicção de que o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal representa um passo essencial para o pleno esclarecimento dos fatos.

O Banco Central informa que identificou indícios de percepção de vantagens indevidas por dois servidores de seu quadro permanente de pessoal, durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação do Banco Master. De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal.

Esclarece o Banco Central que, observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei.​

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