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Pesquisa mostra que idosos ainda desconhecem cobertura do Medicare para obesidade
Publicado 28/06/2026 • 19:40 | Atualizado há 1 hora
Pesquisa mostra que idosos ainda desconhecem cobertura do Medicare para obesidade
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Publicado 28/06/2026 • 19:40 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Milhões de idosos nos Estados Unidos atendidos pelo Medicare estão prestes a obter acesso, pela primeira vez, a medicamentos contra a obesidade – mas essa mudança histórica pode estar passando despercebida por muitos deles.
A partir de quarta-feira (1º), os beneficiários elegíveis poderão obter medicamentos contra a obesidade por meio do novo programa de demonstração Bridge, do Medicare, pagando uma coparticipação mensal de apenas US$ 50 (R$ 259,00). A cobertura representa uma conquista aguardada por pacientes, médicos e defensores do tratamento da obesidade, que há anos defendem um acesso mais amplo aos medicamentos de sucesso desenvolvidos pela Novo Nordisk e pela Eli Lilly, que permaneceram fora do alcance de muitos americanos.
No entanto, impressionantes 82% dos idosos americanos – incluindo 79% dos republicanos e 84% dos democratas – afirmam desconhecer que o Medicare está prestes a começar a cobrir medicamentos contra a obesidade, segundo uma pesquisa divulgada no início de junho pela Obesity Care Advocacy Network.
O levantamento, realizado no fim de março com mais de 2.100 adultos com 65 anos ou mais, foi concluído semanas antes de o governo anunciar que estenderia o programa Bridge até 2027.
Esses números não chegam a surpreender. Embora o governo tenha realizado ampla divulgação junto a profissionais de saúde e farmacêuticos, alguns médicos e outros especialistas disseram à CNBC que perceberam pouca publicidade sobre a nova cobertura voltada ao público em geral por parte dos Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS) ou da Novo Nordisk e da Eli Lilly.
Pode haver boas razões para isso. O CMS fez divulgação limitada do programa antes de 1º de julho porque os beneficiários “são mais propensos a agir” quando o benefício já está efetivamente disponível, afirmou um representante da agência a jornalistas na quinta-feira.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Pílula contra obesidade atrai novos pacientes sem afetar venda de canetas, diz CEO da Novo Nordisk
Segundo ele, o CMS fará uma divulgação mais ampla após o lançamento, “no interesse de ser um bom gestor dos recursos dos contribuintes”.
Outros especialistas também disseram à CNBC que a estratégia pode estar relacionada à necessidade de garantir que médicos, farmácias e demais recursos estejam preparados antes de uma campanha ampla de divulgação ao público.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, alguns especialistas afirmam que o desconhecimento pode atrasar o acesso de parte dos beneficiários elegíveis aos novos tratamentos.
“Não vi muita informação disponível para o público, e acredito que muitas pessoas não tenham absolutamente nenhum conhecimento sobre o programa Bridge”, afirmou a médica Shauna Levy, diretora médica do Tulane Bariatric and Weight Loss Center. “E acho que os pacientes vão demorar ainda mais para descobrir o programa e verificar se são elegíveis.”
Ao contrário da cobertura tradicional de medicamentos do Medicare, a inscrição no programa Bridge não ocorre automaticamente.
Os pacientes precisam atender aos critérios de elegibilidade, obter uma prescrição médica e receber autorização prévia do CMS antes que a cobertura entre em vigor.
A preparação relativamente discreta para o lançamento contrasta com as campanhas de marketing que Novo Nordisk e Eli Lilly costumam realizar para seus medicamentos contra obesidade e diabetes, frequentemente divulgados em comerciais de televisão e anúncios em estações de metrô.
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A Novo Nordisk gastou quase US$ 500 milhões (R$ 2,59 bilhões) em publicidade nos Estados Unidos para o medicamento contra obesidade Wegovy e seu equivalente para diabetes, Ozempic, nos primeiros nove meses de 2025, mais que o dobro dos pouco mais de US$ 200 milhões (R$ 1,04 bilhão) investidos pela Eli Lilly na promoção dos medicamentos concorrentes Zepbound e Mounjaro, segundo a Reuters, com base em dados da empresa de monitoramento de publicidade MediaRadar.
“Fiquei um pouco surpreso por não haver mais publicidade da Lilly e da Novo para preparar os idosos para obterem suas prescrições”, afirmou David Risinger, analista da Leerink Partners, acrescentando que conseguir uma consulta médica para obter a receita leva tempo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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