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PGR se manifesta a favor da manutenção de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro 

Publicado 01/07/2026 • 20:05 | Atualizado há 1 minuto

KEY POINTS

  • O ministro Alexandre de Moraes pediu, nesta quarta-feira (1º), que a PGR e a defesa de Bolsonaro se manifestassem em até 48 horas sobre a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros e de um carregador sobressalente encontrados com um segurança do ex-presidente.
  • Investigação da PF pediu indiciamento apenas do segurança que transportava a pistola apreendida em 15 de junho, durante uma blitz. O militar que transportava a arma disse à polícia que ela pertencia a Bolsonaro.
  • A defesa do ex-presidente já havia afirmado ao STF que a arma estava devidamente registrada e que não havia ordem judicial para apreensão ou cancelamento do registro.
  • O procurador-geral concluiu que não há como imputar ao ex-presidente falta disciplinar que afete a prisão domiciliar. 
jair bolsonaro condenação

Foto por SERGIO LIMA / AFP

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em frente à garagem de sua casa em Brasília, em 11 de setembro de 2025.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da prorrogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o ministro Alexandre de Moraes pedir uma nova avaliação sobre a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente.

Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, “não há como imputar ao sentenciado falta disciplinar que impacte negativamente sobre o atual regime em que cumpre pena”.

Alexandre de Moraes havia determinado, nesta quarta-feira (1º), que a PGR e a defesa de Bolsonaro se manifestassem em até 48 horas sobre a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros e de um carregador sobressalente encontrados com um segurança do ex-presidente.

O pedido foi feito depois que a Polícia Civil do Distrito Federal apresentou relatório final sobre o caso. Moraes registrou no despacho que a investigação pediu o indiciamento apenas do segurança Estácio Leite da Silva Filho, segundo-sargento do Exército. A Polícia Civil entendeu que Bolsonaro não cometeu crime ao manter em casa uma arma registrada enquanto cumpre prisão domiciliar.

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Arma foi apreendida em blitz

A pistola foi apreendida em 15 de junho de 2026, durante uma blitz de rotina em Taguatinga, no Distrito Federal. O militar que transportava a arma disse à polícia que ela pertencia a Bolsonaro e que seria levada para conserto após apresentar problema.

A defesa do ex-presidente já havia afirmado ao STF que a arma estava devidamente registrada e que não havia ordem judicial para apreensão ou cancelamento do registro.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. A decisão final sobre a manutenção do regime cabe a Alexandre de Moraes.

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