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Marco Rubio responde carta de Flávio Bolsonaro e mantém defesa de tarifaço contra o Brasil; veja na íntegra
Publicado 26/06/2026 • 11:22 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 26/06/2026 • 11:22 | Atualizado há 3 meses
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Reprodução
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reforçou a defesa de tarifas ao Brasil em uma carta enviada a Flávio Bolsonaro na última terça-feira (23). O documento responde a um apelo feito pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no início de junho, no qual ele pedia que o governo Donald Trump não adotasse novas sanções comerciais contra o Brasil.
Leia também: EUA propõem tarifa de 25% sobre o Brasil
Na mensagem, Flávio argumentou que eventuais tarifas trariam “sérios danos” à economia brasileira e disse confiar em uma vitória na eleição presidencial de outubro, o que poderia redefinir a relação entre Brasília e Washington.
A resposta de Rubio foi divulgada após a campanha do senador do PL tentar conter o desgaste gerado pelo anúncio de uma investigação comercial americana sob a Seção 301, que pode resultar em novas tarifas.
Leia também: Flávio Bolsonaro manda carta a Marco Rubio pedindo revisão de tarifas
O contexto da troca de mensagens também envolve a divulgação de uma foto de Donald Trump ao lado de Flávio Bolsonaro no Salão Oval, publicada no mesmo dia em que os EUA anunciaram a medida, o que alimentou críticas sobre possível interferência eleitoral.
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Antes disso, a visita de Flávio a Washington havia sido explorada politicamente após o governo americano classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Na carta, Rubio agradeceu o apoio de Flávio à classificação das facções brasileiras como terroristas e chamou de “generosa” a proposta de criação de uma equipe de transição entre um eventual governo Bolsonaro e a administração Trump. Ainda assim, não recuou na defesa das tarifas e não respondeu aos alertas econômicos feitos pelo senador brasileiro.
O secretário também afirmou que as investigações comerciais são conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), chefiado por Jamieson Greer, e não por ele diretamente.
Entre os temas citados estão comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, como o Pix, tarifas, corrupção e propriedade intelectual. O USTR abriu consulta pública e audiência sobre o caso, com participação prevista até o início de julho. Flávio Bolsonaro se inscreveu para participar do encontro e afirmou que viajará aos EUA.
Confira a carta:
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