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PIB da construção cresce 4,1% em 2024, mas setor prevê desafios em 2025 com alta da Selic
Publicado 16/12/2024 • 21:32 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 16/12/2024 • 21:32 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) revisou para cima, pela quarta vez consecutiva, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil em 2024.
A projeção inicial de 1,3% passou para 4,1%, impulsionada pelo dinamismo da economia, aquecimento do mercado imobiliário e investimentos públicos.
No entanto, o cenário para 2025 preocupa o setor, especialmente no mercado de médio padrão, devido à elevação da taxa básica de juros (Selic).
De acordo com a CBIC, o bom desempenho da construção civil foi impulsionado por fatores como:
“O desempenho da construção neste ano surpreendeu positivamente, refletindo o fortalecimento da economia e a expansão de programas como o Minha Casa Minha Vida (MCMV)”, afirmou Ieda Vasconcelos, economista da CBIC.
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Siga o Times | CNBCApesar dos resultados positivos em 2024, o presidente da CBIC, Renato Correia, alerta para uma possível desaceleração em 2025, especialmente no mercado imobiliário de médio padrão (imóveis acima de R$ 350 mil).
A principal preocupação é a alta da Selic, que já está em 12,25% ao ano e deve chegar a 14,25% no início de 2025, segundo sinalização do Banco Central. Os financiamentos para esse segmento dependem de recursos da poupança (SBPE), que estão escassos, forçando os bancos a recorrer a fontes mais caras, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI).
Correia explica que o custo financeiro elevado limita novos projetos:
“A alta da Selic é muito rápida e impacta diretamente o investimento em habitação e infraestrutura. Muitos empresários vão aguardar uma estabilização para retomar os lançamentos.”
A elevação dos juros reduz a margem das empresas, que enfrentam dificuldades para financiar obras fora do FGTS e do SBPE. Ao mesmo tempo, os bancos têm priorizado a liberação de crédito para a compra de imóveis pela pessoa física, em vez de financiamentos diretos às construtoras.
Com isso, a expectativa da CBIC é que o setor de classe média registre queda nos lançamentos em 2025, enquanto a demanda deve continuar aquecida no segmento popular, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida.
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