Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Marabraz diz que manterá operação, empregos e que recuperação judicial servirá para reestruturar empresa
Publicado 16/08/2026 • 19:32 | Atualizado há 51 minutos
Bolsas europeias superam mitos de crise e Stoxx 600 acumula 10% de ganhos, pouco abaixo do S&P 500, aponta Goldman Sachs
Reserva estratégica de petróleo dos EUA cai a nível que preocupa especialistas
Rússia ataca maior siderúrgica da Ucrânia e Kiev atinge infraestrutura logística nos arredores de Moscou
O boom da infraestrutura de I.A está cada vez mais alavancado e mais difícil de acompanhar
Grupo com Jeff Bezos e o bilionário brasileiro Eduardo Saverin compra 30% do Liverpool F.C.
Publicado 16/08/2026 • 19:32 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
Marabraz protocola pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo para reestruturar dívidas de R$ 140 milhões, diz petição
A Marabraz confirmou, em nota enviada na noite deste domingo (16), o pedido de recuperação judicial revelado em primeira mão pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. O posicionamento é assinado por Nasser Fares, diretor da rede de lojas.
Segundo a nota, a medida representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios.
A empresa afirmou ainda que permanece em operação, com lojas abertas, e que reafirma seu compromisso com a transparência e com o cumprimento das etapas previstas na legislação.
Conforme o comunicado, o processo terá como prioridades a preservação de empregos e a manutenção das relações construídas ao longo de sua história com clientes, fornecedores e parceiros.
Leia também: EXCLUSIVO: Marabraz pede recuperação judicial para reestruturar dívidas de R$ 140 milhões
O pedido de recuperação judicial havia sido protocolado neste sábado (15) na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, conforme apurou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo a petição, assinada pelo escritório Campana Pacca Advogados, o processo reúne cinco sociedades ligadas à operação da Marabraz e apresenta à Justiça um passivo de R$ 140,2 milhões.
Ainda de acordo com a petição, a crise enfrentada pelo grupo é predominantemente financeira e de liquidez, e não decorre da inviabilidade da atividade varejista. O documento sustenta que a operação da Marabraz permanece estruturada e que a marca mantém relevância no mercado, mas que a companhia passou a enfrentar dificuldades para acessar linhas de crédito destinadas ao financiamento do capital de giro.
O processo abrange as sociedades Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços, reunidas na petição sob a denominação conjunta de Requerentes. Segundo o documento, embora estejam organizadas sob pessoas jurídicas distintas, as empresas atuam sob controle comum e quadro societário composto, em sua quase totalidade, pelos mesmos sócios.
Ainda de acordo com a petição, mais de mil reclamações trabalhistas foram ajuizadas contra mais de uma das sociedades, o que, segundo os advogados do grupo, torna indispensável o ajuizamento conjunto do pedido e inviável a segregação patrimonial entre as empresas.
A petição narra que, durante décadas, a operação da Marabraz contou com imóveis comerciais, centros de distribuição e outros ativos registrados em nome de uma holding patrimonial da família controladora. Embora esses bens não integrassem diretamente o patrimônio das empresas operacionais, eram utilizados como garantia em operações de crédito, o que, segundo o documento, favorecia o acesso a financiamento compatível com o porte do negócio.
Conforme a petição, disputas familiares e societárias romperam essa estrutura, o que teria provocado deterioração progressiva das condições de financiamento. Segundo o texto, instituições financeiras passaram a exigir novas garantias, reduzir limites de crédito, elevar custos das operações e, em alguns casos, deixar de renovar linhas consideradas necessárias ao capital de giro.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA petição situa a origem do grupo na década de 1950, quando o imigrante libanês Abdul Hamid Mohamad Fares chegou ao Brasil e passou a atuar como mascate na cidade de São Paulo. Em 1965, fundou sua primeira loja de móveis, batizada de Credi-Fares, na Vila Nova Cachoeirinha. Após seu falecimento, em 1978, os filhos deram continuidade ao negócio, e a marca Lojas Marabraz foi adquirida em 1986.
Segundo o documento, a rede chegou a somar 135 lojas distribuídas pela Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e interior do estado.
A petição informa que já havia sido decretada falência da sociedade Jordanésia, uma das cinco empresas do grupo, em processo distribuído em 2025. Segundo o documento, essa decisão está suspensa por decisão da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que concedeu efeito suspensivo em agravo de instrumento sob relatoria do desembargador Rui Cascaldi.
De acordo com a petição, a distribuição do pedido de falência gera prevenção da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais para o processamento do novo pedido de recuperação, o que justifica a competência do mesmo juízo para conduzir o caso.
Entre os pedidos de tutela de urgência, a petição solicita a liberação imediata de recursos financeiros eventualmente bloqueados por credores, a proibição de retenção de valores e a suspensão de medidas judiciais ou extrajudiciais de cobrança contra as empresas do grupo.
O documento também pede a manutenção de serviços considerados essenciais à operação das lojas, entre eles energia elétrica, água, telefonia, sistemas de tecnologia e processamento de pagamentos por cartão, além de proteção contra ações de despejo em imóveis alugados.
🔍 Stay period é o prazo, previsto na lei de recuperação judicial, em que as ações e execuções contra a empresa em crise ficam suspensas, permitindo que ela negocie com os credores sem o risco de ter bens penhorados ou leiloados nesse intervalo.
Segundo a petição, as empresas do grupo Marabraz não conseguiram apresentar, neste momento, a documentação contábil oficial exigida pela lei de recuperação judicial, em razão da interrupção dos serviços prestados pela empresa responsável pelo sistema de registro de dados financeiros da companhia. O documento afirma que a situação é temporária e que os relatórios contábeis oficiais serão apresentados em até 30 dias após o restabelecimento do sistema.
Enquanto isso, as empresas anexaram ao pedido relatórios contábeis de caráter gerencial, elaborados com base nas informações disponíveis, para subsidiar a análise do caso pela Justiça.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Maiores Audiências
1
Terremoto de magnitude 5,3 atinge Espanha e região da ilha de Flores; veja imagens
2
Casas Bahia planeja cortar 30% do quadro e fechar mais lojas
3
Lotofácil 3762 tem dois ganhadores; cada um leva R$ 2,25 milhões
4
Casas Bahia divulga balanço com prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre
5
Mega-sena acumula para R$ 45 milhões; confira os números