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Polícia de SP e MP fazem operação contra esquema de falsos investimentos e lavagem de dinheiro
Publicado 22/09/2026 • 12:28 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 22/09/2026 • 12:28 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
Divulgação
Viaturas da Polícia Militar durante a Operação Paládio, que apura um esquema de falsos investimentos e lavagem de dinheiro em quatro estados.
A Polícia Militar de São Paulo e o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizam nesta terça-feira (22) uma operação contra um grupo investigado por aplicar golpes com falsos investimentos e lavar dinheiro.
A Operação Paládio cumpre 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Piauí. As diligências ocorrem na capital paulista, Campinas, Paulínia e Hortolândia, além de Monte Sião (MG), Cuiabá e Sinop (MT) e Teresina (PI).
Segundo a investigação, os suspeitos ofereciam supostas oportunidades de investimento nos setores imobiliário e do agronegócio. A captação de clientes era feita por meio de empresas de intermediação de investimentos, incluindo uma instalada em um edifício empresarial de Campinas.
O grupo também divulgava os negócios nas redes sociais e em programas de televisão, o que ajudava a dar aparência de credibilidade às operações, de acordo com os investigadores.
Leia também: PF mira elo entre PCC e máfia italiana em esquema que levou 4,6 toneladas de cocaína à Europa
Segundo os investigadores, o dinheiro entregue pelas vítimas não era destinado aos investimentos anunciados.
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Siga o Times | CNBCPara sustentar o esquema, os suspeitos utilizavam aplicativos que simulavam plataformas financeiras e mostravam aos clientes valores e rendimentos que não correspondiam a investimentos reais.
Em determinado período, o grupo chegou a fazer pagamentos referentes aos lucros prometidos, o que ajudava a manter a aparência de funcionamento regular do negócio.
Os recursos captados eram distribuídos entre diferentes empresas controladas pelos investigados. Algumas tinham nomes e características semelhantes aos de instituições do mercado financeiro, estratégia que, segundo o Gaeco, dificultava a identificação da fraude.
A investigação também identificou indícios de que a estrutura empresarial era usada para movimentar recursos de outras atividades criminosas.
Segundo o Gaeco, valores de diferentes origens eram misturados nas contas das empresas para dificultar o rastreamento. Parte do dinheiro teria relação com o tráfico de drogas praticado por integrantes de uma organização criminosa.
A Operação Paládio segue em andamento. O material apreendido será analisado e poderá ajudar a identificar a movimentação dos recursos e a eventual participação de outros envolvidos.
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