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Novo Nordisk defende diversificação enquanto CEO mira negócios além da obesidade

Publicado 22/09/2026 • 09:26 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • O CEO da Novo, Mike Doustdar, disse à CNBC que a empresa avalia oportunidades de fusões e aquisições (M&A) diante do aumento da concorrência.
  • Ele falou um dia após as ações da farmacêutica dinamarquesa caírem quase 8%, depois que um plano de recuperação não conseguiu tranquilizar os investidores.
  • “A reação me diz que ainda há algum trabalho a fazer para convencer parte dos investidores”, disse Doustdar.

SERGEI GAPON/AFP

Novo Nordisk

O CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, disse à CNBC que a farmacêutica está avaliando oportunidades de fusões e aquisições (M&A) diante do aumento da concorrência no disputado mercado de medicamentos para perda de peso.

“Vamos ver onde estão as lacunas e procurar quem produziu ou está prestes a lançar medicamentos melhores do que somos capazes de desenvolver por conta própria. Quando essa lacuna puder ser preenchida por meio de M&A, teremos bastante interesse”, disse Doustdar à CNBC, em entrevista a Steve Sedgewick, Karen Tso e Ben Boulos no programa “Squawk Box Europe”, na terça-feira.

A declaração ocorreu um dia após a empresa enfrentar pressão de investidores durante seu Capital Markets Day, na segunda-feira, quando apresentou um plano de recuperação que não conseguiu convencer o mercado de que a companhia está preparada para competir quando o princípio ativo de seu medicamento para perda de peso Wegovy começar a perder direitos importantes de exclusividade no início da década de 2030.

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As ações da Novo chegaram a operar praticamente estáveis, com queda de 0,75%, após recuarem quase 8% na segunda-feira, na pior sessão da companhia desde fevereiro.

“Acho que ontem apresentamos uma estratégia mais clara sobre a direção que queremos dar à empresa. Falamos sobre a diversificação da companhia, mas a reação me diz que ainda há algum trabalho a fazer para convencer parte dos investidores”, disse Doustdar.

A empresa apresentou planos para lançar mais de cinco medicamentos classificados como “multi-blockbusters” até 2030, com expectativa de que eles gerem mais de 150 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 23 bilhões) em vendas até 2035. A Novo também projetou um crescimento de receita em linha com o de concorrentes do setor, como Eli Lilly, AstraZeneca, Amgen, Biogen, Merck & Co., AbbVie e Novartis.

Os planos decepcionaram investidores que esperavam um “milagre”, especialmente porque a meta de crescimento está alinhada à de seus pares, sinalizando um avanço mais lento do que o esperado, segundo analistas ouvidos pela CNBC na segunda-feira.

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A principal rival da Novo nos Estados Unidos, a Eli Lilly, conquistou uma parcela significativa do mercado de medicamentos para perda de peso com seus medicamentos injetáveis GLP-1 Mounjaro e Zepbound, apesar de terem sido lançados anos depois.

O CEO da Lilly, David Ricks, disse à CNBC na segunda-feira que um terço dos novos pacientes que iniciam tratamentos com GLP-1 já está tomando seu medicamento oral para perda de peso, Foundayo. “Estamos confiantes no longo prazo”, afirmou.

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Enquanto as ações da Novo acumulam queda de 34% nos últimos 12 meses, as da Lilly avançam pouco mais de 54% no mesmo período.

Doustdar afirmou que a companhia pretende diversificar seus negócios para além de suas principais áreas de atuação, diabetes e obesidade. Entre os segmentos estão doenças hematológicas e endócrinas, doenças hepáticas e doenças cardiovasculares.

“É o momento certo, agora que me sinto confortável com nosso negócio principal, para falar sobre a diversificação da empresa em áreas adjacentes que também não são novas para nós”, acrescentou.

“Então, para mim, seria mais natural imaginar que faremos mais negócios em áreas fora do nosso negócio principal do que dentro dele.”

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