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STF nega haver operação de buscas em endereços de Flávio Bolsonaro nesta manhã; Globo apaga matéria do site

Publicado 28/10/2026 • 07:21 | Atualizado há 2 minutos

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Mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília

Mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília

Matéria atualizada às 7h30 com posicionamento do STF.

O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, em nota, às 7h25, que negou a informação veiculada pela Rede Globo, suas afiliadas e portais de notícias, que havia uma operação da Polícia Federal em endereços do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República no último domingo.

Após o comunicado do STF, o portal g1 retirou a notícia do ar.

A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quarta-feira (28), um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil após ser proibido de viajar ao exterior pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O imóvel seria a mansão do parlamentar em Brasília.

ATUALIZAÇÃO: O STF divulgou uma nota, às 7h25, afirmando ser falsa a informação veiculada sobre a existência ou cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Segundo o comunicado “Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão.”

A operação teria sido deflagrada no âmbito de um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro em negócios relacionados a casas de apostas. Os agentes procuram documentos e equipamentos eletrônicos que possam contribuir para as investigações.

Segundo informações do g1, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu aval à operação. A ação ocorre um dia depois de vir a público a saída do senador do país, apesar da determinação judicial para que entregasse seus passaportes à PF.

Leia também: Polícia Federal pediu apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro 7 minutos após definição do resultado do 2º turno

Mansão de Flávio Bolsonaro em Brasília

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após ordem do STF

Na segunda-feira (26), Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, além de proibi-lo de deixar o território nacional.

O prazo terminou às 11h de terça-feira (27), sem que os documentos fossem entregues. A Polícia Federal cancelou os passaportes no sistema de controle e informou ao STF o descumprimento da decisão.

Nesta quarta-feira (28), Flávio e sua família seguiam em um voo privado com destino a Miami, nos Estados Unidos, após passarem pela Argentina e fazerem uma escala no Equador. A chegada ao aeroporto Opa-locka Executive estava prevista para as 10h40, no horário de Brasília.

O governo americano informou na terça-feira que concederia vistos ao senador e a seus familiares, permitindo sua entrada nos Estados Unidos.

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O que motivou a apreensão dos passaportes

A Polícia Federal solicitou a apreensão dos documentos de Flávio Bolsonaro sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).

Os investigadores apontaram indícios de risco de saída do país, incluindo a ligação do senador com uma conta bancária no exterior e a permanência do advogado Willer Tomaz nos Estados Unidos.

A PF também considerou declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu a saída do irmão do Brasil caso fosse derrotado na eleição presidencial.

Em vídeo divulgado na segunda-feira, Flávio criticou a decisão de Moraes, afirmou que nunca havia pensado em deixar o país e declarou que entregaria os documentos.

Investigação sobre bets e Willer Tomaz

A investigação que motivou as buscas desta quarta-feira apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

A Polícia Federal identificou registros eletrônicos que associam Flávio à condição de operador de uma conta vinculada à Alcazar Holdings, empresa ligada a Tomaz e sediada no exterior.

Os investigadores apuram a movimentação de recursos e possíveis vínculos com negócios no setor de apostas. A decisão de Moraes também proibiu o senador de manter contato com o advogado, diretamente ou por intermédio de terceiros.

Financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro também é investigado

Flávio Bolsonaro também é investigado em outro inquérito no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça, relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A apuração examina suspeitas de irregularidades em repasses destinados à produção, incluindo recursos associados a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

As investigações sobre o filme e sobre os negócios envolvendo casas de apostas tramitam separadamente no Supremo.

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