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Fim da escala 6×1 pode encarecer produtos e aumentar informalidade, avalia economista
Publicado 14/10/2026 • 12:40 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 14/10/2026 • 12:40 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O fim da escala de trabalho 6×1 pode aumentar os custos das empresas, pressionar os preços e estimular a informalidade no mercado de trabalho brasileiro. A avaliação é de Bruno Imaizumi, economista da For Intelligence e especialista em mercado de trabalho, em entrevista ao programa Real Time nesta quarta-feira (14).
A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários, além de dois dias de descanso remunerado por semana. De acordo com Imaizumi, cerca de 30% dos 50 milhões de trabalhadores formais do país, o equivalente a 15 milhões de pessoas, cumprem atualmente a escala 6×1.
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Os impactos, porém, devem variar entre os setores da economia. No transporte aéreo, por exemplo, 53% dos trabalhadores atuam nessa escala. Como as operações exigem equipes disponíveis durante toda a semana, as empresas podem precisar contratar mais funcionários para manter os serviços. Com o aumento dos custos, parte das despesas pode ser repassada aos consumidores.
No setor de alimentação, em que pouco mais da metade dos trabalhadores cumpre a escala 6×1, o efeito pode ser diferente. Segundo o economista, existe o risco de empresas substituírem vagas formais por modalidades informais de trabalho, como atividades por conta própria e pejotização, quando profissionais passam a atuar como pessoas jurídicas em vez de empregados com carteira assinada.
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Siga o Times | CNBCPara que a redução da jornada não prejudique o crescimento econômico, o Brasil precisaria elevar a produtividade em aproximadamente 1,4%, segundo Imaizumi. O indicador mede a eficiência na produção de bens e serviços e depende de fatores como qualificação profissional, tecnologia e infraestrutura.
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O economista ressalta que o aumento do tempo de descanso pode trazer benefícios, como a redução das faltas ao trabalho, a diminuição da rotatividade de funcionários e a entrada de pessoas que enfrentam dificuldades para conciliar a rotina profissional com outras responsabilidades. Com menos desligamentos, as empresas também podem reduzir gastos com contratação e treinamento.
Apesar desses possíveis ganhos, Imaizumi avalia que os resultados dependerão da capacidade de adaptação de cada atividade econômica. A redução da jornada pode provocar efeitos diferentes sobre preços, contratações e informalidade, sem necessariamente resultar em aumento generalizado do desemprego.
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