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Fórum Esfera Brasil: Barroso critica sistema eleitoral brasileiro como “caro e pouco representativo”
Publicado 23/05/2026 • 15:53 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 23/05/2026 • 15:53 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, defendeu neste sábado (23) a reforma política como prioridade e fez críticas ao modelo eleitoral vigente no país. As declarações foram dadas em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante o Fórum Esfera Brasil 2026, no Guarujá, litoral de São Paulo. O evento reúne empresários, autoridades, ministros e lideranças para discutir reformas, perspectivas econômicas e temas ligados ao desenvolvimento do país.
Para Barroso, o sistema proporcional de lista aberta, adotado nas eleições para Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, distorce a representação política e infla os custos de campanha.
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“É um sistema muito caro, que tem baixa representatividade, porque o eleitor vota em quem ele quer, mas o voto vai para o partido”, afirmou.
O ministro apontou que apenas 5% dos deputados são eleitos com votos próprios. Os demais chegam ao mandato por meio de transferências internas partidárias, o que, segundo ele, cria um vazio de accountability entre representantes e eleitores.
“O eleitor não sabe quem ele colocou lá e o candidato não sabe por quem foi colocado lá. Então um não tem de quem cobrar, o outro não tem de quem prestar contas.”
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Siga o Times | CNBCBarroso também associou o custo elevado das eleições à corrupção. “Boa parte dos problemas de corrupção que há no Brasil estão associados ao financiamento eleitoral”, disse, defendendo mudanças que “barateiem o processo”.
Ao tratar do ambiente de negócios, o ministro foi na contramão de uma queixa recorrente do setor privado. Para ele, a insegurança jurídica no Brasil é “um pouco mais uma lenda do que uma realidade”. Barroso argumentou que o país tem instituições e legislação estáveis há cerca de 40 anos e que interferências do Judiciário em contratos privados não são algo corriqueiro.
Ele reconheceu problemas de carga tributária e volatilidade cambial, mas descartou que haja “ingerência indevida nos contratos” como entrave sistemático.
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Barroso também abordou o papel da inteligência artificial no sistema de Justiça. Na sua avaliação, a tecnologia será “decisiva” na elaboração de decisões e peças jurídicas, mas com supervisão humana ainda necessária, ao menos no curto e médio prazo. “Talvez para sempre”, acrescentou.
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