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Donos da Camisaria Colombo são presos em operação contra fraude milionária ao sistema bancário
Publicado 21/08/2025 • 08:31 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 21/08/2025 • 08:31 | Atualizado há 9 meses
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu os irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, proprietários da rede de roupa masculina Camisaria Colombo, durante a Operação Fractal, deflagrada nesta quinta-feira (21), que investiga um esquema milionário de fraudes bancárias e ocultação de patrimônio.
Também são investigados Bruno Gomes de Souza, representante legal da BS Capital, e Maurício Miwa, funcionário da mesma empresa. Até o fim da manhã, um dos empresários havia sido preso. Outros dois alvos continuavam sendo procurados.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso é composto por pelo menos sete pessoas. As investigações começaram após denúncia de uma instituição financeira que detectou a criação de créditos inexistentes por meio da exploração de uma vulnerabilidade tecnológica no sistema bancário.
Os valores foram movimentados de forma pulverizada entre diversas contas, com o objetivo de dificultar o rastreamento. Parte do dinheiro teria sido usada para dissimular bens e valores durante processo de recuperação judicial de um grupo empresarial de grande porte, em prejuízo aos credores.

Além das prisões temporárias, a Justiça autorizou 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Avaré, Birigui e Brasília. As medidas têm como alvo endereços ligados aos investigados e empresas envolvidas.
Participaram da operação 19 policiais civis da Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio de unidades locais. Dez viaturas foram mobilizadas para cumprir as ordens judiciais.

A operação ocorre em meio ao processo de recuperação judicial da Camisaria Colombo. A Polícia aponta que a ocultação de patrimônio tinha como objetivo evitar o pagamento de dívidas e compromissos com credores.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que o grupo explorava uma vulnerabilidade para criar créditos inexistentes e movimentar os valores de forma pulverizada em diversas contas. “Parte expressiva dos recursos teria sido centralizada em uma única empresa. A apuração, iniciada em dezembro após denúncia de uma instituição financeira, aponta que o esquema também tinha como objetivo ocultar patrimônio em meio a um processo de recuperação judicial, causando prejuízo a credores e ao sistema financeiro nacional. Além dos principais alvos, também são investigadas outras pessoas que teriam sido beneficiadas pelas transferências”.
A reportagem está tentando contato com as defesas dos empresários e dos demais investigados.
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