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PGR rejeita segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro; Mendonça vai decidir se ex-banqueiro volta para a Papuda
Publicado 15/06/2026 • 19:18 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/06/2026 • 19:18 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou a segunda proposta de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Com o novo parecer contrário do Ministério Público e a rejeição já apresentada pela Polícia Federal, caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidir os próximos passos do caso.
De acordo com fontes ligadas à investigação, a segunda proposta apresentada por Vorcaro não trouxe informações relevantes ou novas para justificar a celebração do acordo.
Antes da manifestação da PGR, a Polícia Federal já havia rejeitado a nova proposta de delação. A corporação também solicitou ao Supremo que Vorcaro seja transferido da cela especial onde está custodiado na Superintendência da PF para a Penitenciária da Papuda.
A expectativa é que Mendonça se pronuncie ainda nesta semana tanto sobre a viabilidade de novas negociações para um acordo de colaboração quanto sobre a situação prisional do banqueiro.
A segunda proposta de delação do dono do Master citava diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de apontar o senador Ciro Nogueiro (PP-PI) como receber de propina para pautar matérias favoráveis ao banco.
Segundo Vorcaro, houve um pagamento de US$ 30 milhões à Alcolumbre. O montante corresponde a cerca de R$ 153 milhões na cotação atual. De acordo com o relato, a transferência ocorreu por meio de uma conta no exterior em troca de apoio a matérias de interesse do Banco Master.
Além disso, os documentos também mencionam pagamentos relacionados ao Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia. O tema estaria ligado à participação do Banco Master no Credcesta, programa de benefícios consignados voltado a servidores públicos estaduais.
O ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, aparece citado nos documentos, embora não haja referência a supostos pagamentos de propina envolvendo seu nome.
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