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Primeiro ano do Mounjaro no Brasil registra 3 milhões de usuários e R$ 13,5 bilhões em vendas
Publicado 31/07/2026 • 07:34 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 31/07/2026 • 07:34 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: MKPhoto / stock.adobe.com
O medicamento Mounjaro, da Eli Lilly, completou um ano de comercialização no Brasil com cerca de 3 milhões de usuários impactados e R$ 13,54 bilhões em vendas.
O desempenho fez o produto assumir a liderança do segmento de agonistas de GLP-1 desde a chegada ao mercado brasileiro, em maio de 2025, segundo dados divulgados pela farmacêutica para a revista Exame.
A procura pelo medicamento superou as estimativas iniciais da empresa, que revisou suas expectativas para a operação brasileira. O crescimento da demanda também levou a companhia a ampliar o fornecimento ao mercado nacional após registrar dificuldades para atender ao volume de pedidos nos primeiros meses de comercialização.
A alta nas vendas colocou a operação brasileira entre as dez maiores afiliadas da Eli Lilly no mundo. A empresa informou ainda que reorganizou sua produção para ampliar o abastecimento e afirma que atualmente todas as apresentações do medicamento disponíveis globalmente são comercializadas no país.
Leia também: Fabricante do Ozempic processa Eli Lilly, do Mounjaro, por propaganda enganosa sobre a molécula GLP-1; entenda
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Siga o Times | CNBCO avanço do Mounjaro ocorre em um cenário de crescimento do mercado de medicamentos para obesidade e diabetes. Segundo dados citados pela companhia, as canetas já estão presentes em 4,6% dos lares brasileiros e esse segmento movimentou R$ 10 bilhões no ano passado, com projeção de alcançar R$ 50 bilhões até o fim da década.
A Eli Lilly informou que os produtos lançados recentemente já representam mais de 90% da receita da subsidiária brasileira, com o Mounjaro sendo o principal responsável por esse desempenho. A empresa também prevê que o faturamento da operação no Brasil mais que dobre em 2026 na comparação com 2025.
O desempenho da tirzepatida também marca uma mudança no mercado brasileiro de agonistas de GLP-1. Nos últimos anos, o crescimento da categoria foi impulsionado pela semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. Com a expansão do Mounjaro, a liderança do segmento passou para uma nova geração de tratamentos.
No cenário global, a Eli Lilly também registrou crescimento nas receitas impulsionado pela demanda por seus medicamentos. A companhia informou faturamento de US$ 19,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, seguido por receita de US$ 19,8 bilhões no primeiro trimestre seguinte, avanço de 56%.
Segundo a empresa, a operação brasileira já integra o grupo das dez maiores afiliadas da companhia e a expectativa é de ampliar essa participação nos próximos anos.
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