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Professor da FGV vê reação passageira do mercado após alta do dólar e queda das ações

Publicado 27/10/2026 • 13:28 | Atualizado há 18 minutos

KEY POINTS

  • Gustavo Pessoa, da FGV, avalia que a alta do dólar e a queda das ações após a reeleição de Lula devem ser passageiras, sem efeitos duradouros para a economia.
  • Small caps estiveram entre as mais afetadas pela correção, após valorização recente impulsionada por expectativas do mercado, e não por melhora consistente dos lucros.
  • O professor aponta o ajuste fiscal, o controle dos gastos públicos e a credibilidade na condução da política econômica como desafios para o Brasil.

A alta do dólar e a queda das ações registradas após a reeleição de Luís Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições, devem ter efeitos passageiros, sem necessariamente provocar impactos duradouros sobre a economia brasileira e o dia a dia da população. A avaliação é de Gustavo Pessoa, professor de Economia e Finanças da FGV, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo o professor, o movimento já dá sinais de reversão, com o dólar recuando em relação à alta anterior e as ações se recuperando. Para ele, os números negativos não devem ser interpretados, necessariamente, como uma tendência de longo prazo.

“Esse tipo de movimento que vimos ontem foi passageiro. Não parece que a alta do dólar nem a queda das ações devam se prolongar ao longo do tempo”, afirmou.

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Pessoa destacou que as empresas de menor capitalização, conhecidas como small caps, estiveram entre as mais afetadas. Segundo ele, essas companhias já enfrentavam dificuldades financeiras havia bastante tempo e tiveram valorização nas últimas semanas principalmente por mudanças nas expectativas do mercado, e não por uma melhora consistente nos lucros.

Na avaliação do professor, esse contexto ajuda a explicar a intensidade da correção dos papéis. Por isso, a queda das ações não significa, necessariamente, uma deterioração recente dos resultados das empresas nem deve ser vista como um sinal de efeitos prolongados sobre a atividade econômica.

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Ajuste fiscal segue como desafio

Apesar de considerar passageira a reação mais recente do mercado, Pessoa apontou a política fiscal como um dos principais desafios da economia brasileira. Para ele, o controle dos gastos públicos e a redução do déficit dependem tanto do governo federal quanto do Congresso Nacional.

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O professor também destacou as limitações do orçamento discricionário, pressionado por despesas obrigatórias e emendas parlamentares, como um obstáculo à gestão das contas públicas.

Nesse cenário, a condução da política econômica e a escolha de um ministro da Fazenda com perfil técnico e credibilidade junto ao mercado podem contribuir para melhorar as expectativas dos investidores.

Pessoa também avaliou que a redução dos juros tende a ocorrer de forma gradual, enquanto os investidores estrangeiros buscam previsibilidade e estabilidade para direcionar recursos ao Brasil, sobretudo em investimentos ligados à economia real.

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