Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Redução de impostos pode ter pouco impacto nos alimentos, avalia economista
Publicado 11/03/2025 • 13:08 | Atualizado há 2 anos
Ameaças falsas de bomba contra voos desafiam autoridades da Europa e cada desvio pode custar até US$ 250 mil a uma companhia aérea
Trump diz que EUA fizeram “ataques menores” ao Irã enquanto mísseis atingem a ilha de Qeshm
Microsoft planeja reduzir parcerias com empresas de neocloud em meio a sinais de desaceleração nos investimentos em infraestrutura de IA
Suspeito de espionagem da OpenAI se declara inocente
Trump anuncia Stephen Miller como substituto de Susie Wiles no cargo de chefe de gabinete da Casa Branca
Publicado 11/03/2025 • 13:08 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
Pexels
O governo federal anunciou uma medida para reduzir a inflação de alimentos importados: a isenção de alíquotas de alguns produtos, como óleo de girassol, azeite de oliva, sardinha, biscoitos, café, atum, açúcar e massas. A medida visa conter os preços, mas também traz consequências para os cofres públicos.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, nesta terça-feira (10), Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, comentou sobre o impacto dessa medida no atual cenário econômico.
Ele explicou que, considerando o peso desses itens e a isenção das alíquotas conforme anunciado, o governo deixaria de arrecadar cerca de um bilhão de reais por ano. Como já estamos em março, e é provável que a medida vigore até março ou abril de 2026, esse impacto seria um pouco menor. Nesse sentido, ele avalia que não se trata de uma medida cara, mas que o custo precisa ser considerado, pois não é o momento de tomar decisões como essa.
Salto acrescentou que, por outro lado, a medida deve ter pouco efeito sobre os preços dos alimentos. Segundo ele, os fatores que pressionam os preços vão além da questão climática e dos choques negativos de oferta.
O principal fator, segundo o economista, é o dólar. Para que ele caia e o país tenha maior estabilidade, inclusive na inflação, o que se precisa é mais responsabilidade fiscal, cumprimento do pacote fiscal anunciado no ano passado, respeito às metas fiscais estipuladas na legislação e maior controle dos gastos públicos.
Sobre a possibilidade de uma redução percebida dos preços, Salto ponderou que algum efeito será sentido, pois a tributação será reduzida, e isso tende a ser repassado ao consumidor. No entanto, ele reforçou que esse não é o fator determinante para conter a inflação.
“Não será essa medida que salvará a mocinha no final do filme. O verdadeiro problema é o dólar, que está muito caro”, afirmou.
O economista também comentou sobre a sugestão do governo federal para que os estados reduzam o ICMS dos produtos da cesta básica. Para ele, essa proposta não é viável e pode ser um “grande tiro no pé”.
Ele lembrou que o governo anterior adotou uma medida semelhante com os combustíveis e agora, ao sugerir a redução do ICMS, os estados imediatamente pedem compensações, o que pode resultar em mais gastos para a União, sem garantir um efeito positivo para o consumidor.
Salto citou o exemplo de São Paulo, onde a cesta básica já é totalmente desonerada há anos. Segundo ele, essa nova proposta do governo federal parece uma medida desesperada, que pode gerar mais custos para a União sem produzir o efeito desejado.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“É como secar gelo, porque o problema estrutural que pressiona os preços é o dólar, e não a tributação”, afirmou.
Por fim, Salto avaliou que os preços dos alimentos devem recuar até o fim do ano. A tendência do dólar depende do balanço de pagamentos, que segue positivo, apesar da recente piora no déficit em transações correntes.
Ele destacou que o país tem reservas internacionais robustas, bem acima do nível mínimo exigido pelo FMI. Se o Congresso evitar medidas que pressionem ainda mais as contas públicas e garantir um cenário de responsabilidade fiscal, o dólar pode cair, o que ajudaria na redução dos preços dos alimentos.
Além disso, a safra deste ano deve ser muito boa, aumentando a oferta e pressionando os preços para baixo. Para ele, a queda não será imediata, mas os valores devem recuar nos próximos meses.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, Pluto TV, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Celular de Vorcaro tem 316 registros com Moraes e indica possível encontro antes da prisão
2
Antes de virar alvo de operação do Ministério Público do PR, QI Tech já havia sofrido derrota na Justiça em processo sobre pirâmide financeira
3
Fundos ligados à QI Tech entram no radar de operação contra lavagem e sonegação
4
QI Tech, ligada a fundos investigados por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, já foi citada em negociações envolvendo Master e Reag
5
‘Master paraguaio’: Santiago Peña pede mais 72 horas para apresentar defesa em processo de impeachment no Paraguai