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Roberto Justus e a polêmica do Banco Master: “Eu nunca disse que não conhecia os Vorcaro”
Publicado 02/02/2026 • 23:13 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/02/2026 • 23:13 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: reprodução/Times Brasil
Um vídeo do empresário Roberto Justus, gravado em 2013 e ligado a um investimento imobiliário em Belo Horizonte, voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias e passou a ser associado às discussões recentes envolvendo o Banco Master. Diante da repercussão, Justus divulgou um novo vídeo nesta segunda-feira (2) para rebater interpretações que, segundo ele, distorcem o conteúdo original da gravação e para explicar como se deu sua ligação indireta com o banco, por meio de um fundo de investimento.
O trecho que viralizou remete a um contexto anterior à criação do Banco Master como instituição financeira. Na gravação de 2013, Justus comenta a decisão de associar sua imagem a um empreendimento hoteleiro em Minas Gerais, afirma não ser especialista em mercado imobiliário e diz que só aceitaria promover projetos nos quais estivesse investindo diretamente. No vídeo, ele também ressalta a importância de analisar quem está por trás dos negócios e menciona um grupo mineiro ligado à família Vorcaro, além de parceiros nacionais do setor.
No pronunciamento divulgado na noite desta segunda-feira, Justus afirma que o conteúdo foi resgatado fora de contexto e faz questão de esclarecer que nunca declarou desconhecer a família Vorcaro. “Eu nunca disse que não conheci os Vorcaro. Há cerca de 13 anos, eu fiz um investimento imobiliário com eles em Belo Horizonte”, afirma. Segundo ele, aquele episódio não envolveu sociedade direta nem tem relação com os desdobramentos atuais envolvendo o Banco Master.
Justus sustenta que a confusão recente decorre da diferença entre os conceitos de “sócio” e “cotista” em estruturas de fundos de investimento. Segundo o empresário, sua relação com o Banco Master não foi direta, mas ocorreu por meio de um fundo que aportou recursos em uma de suas empresas.
No mesmo vídeo, Justus afirma que o investimento na SteelCorp ocorreu por meio de um fundo administrado e representado pela REAG Investimentos, estrutura na qual a empresa investida não tem acesso à identificação dos cotistas do veículo, conforme as regras de confidencialidade que regem esse tipo de operação.
Naquele período, Belo Horizonte vivia forte expansão de projetos hoteleiros impulsionados pela preparação para a Copa do Mundo de 2014. Havia incentivos públicos para construtoras e incorporadoras, o que levou à formação de consórcios entre diferentes empresas para atender à demanda prevista de hospedagem.
Foi nesse cenário que Justus se associou à Multipar, holding controlada pela família Vorcaro e administrada por Henrique Vorcaro e seu filho, Daniel Vorcaro. A Multipar atuava desde os anos 1970 no setor de incorporação e construção civil.
Um dos projetos dessa parceria foi o Hotel Golden Tulip, em Belo Horizonte, cujas obras acabaram paralisadas em 2014 por falta de recursos.
À época do vídeo, o Banco Master não havia sido criado. A instituição só surgiu em 2021. Daniel Vorcaro começou a se envolver com o então Banco Maxima, em 2017 e assumiu o controle da operação em 2018, antes da mudança de marca.
Esse histórico ajuda a explicar por que a gravação resgatada agora não se refere diretamente ao banco que hoje está no centro das discussões.
Leia também: Steel Frame: ‘A construção industrializada vai revolucionar o mercado’, afirma Roberto Justus
Em entrevista concedida em 30 de janeiro, Justus afirmou que nunca foi sócio direto do Banco Master e que jamais fez negócios com a instituição. Segundo ele, a ligação ocorreu por meio de um fundo de investimento que aportou recursos em uma de suas empresas, a SteelCorp, sem que ele pudesse conhecer os cotistas por causa das regras de confidencialidade do mercado.
De acordo com o empresário, a relação começou em 2023, quando a Reag Investimentos passou a administrar um fundo que investiu R$ 75 milhões no projeto, cerca de 30% da companhia, voltado à construção da primeira fábrica.
Justus relatou que só em dezembro soube que o Banco Master estava por trás do fundo e que, ao tomar conhecimento disso, injetou R$ 300 milhões para reduzir a fatia do veículo a 10%, além de iniciar negociações para comprar o restante. Ele acrescentou que recebeu comunicação de que o BRB passou a atuar como gestor do fundo remanescente.
Sobre Daniel Vorcaro, o empresário disse que chegou a conversar com o executivo em 2024 para um possível investimento pessoal, mas afirmou que a operação não avançou e não envolveria o banco.
Na mesma entrevista, Justus criticou as regras de sigilo que regem os fundos de investimento no Brasil e defendeu mudanças regulatórias por parte da CVM para ampliar a transparência aos empreendedores que recebem aportes via essas estruturas.
Ele também buscou diferenciar o papel da gestora e do investidor, afirmando que a Reag atuava apenas como administradora do fundo, e não como sócia direta da operação.
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