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Rogério Marinho vê “problema” em carta de Flávio, defende liderança nos EUA e afasta PL de acusação de fraude eleitoral
Publicado 28/10/2026 • 19:38 | Atualizado há 22 minutos
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Publicado 28/10/2026 • 19:38 | Atualizado há 22 minutos
KEY POINTS
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (28) acreditar que houve “algum problema” na elaboração da primeira versão da carta divulgada pelo ex-candidato nos Estados Unidos.
Marinho também defendeu que Flávio continue exercendo liderança política a partir do exterior, mas afastou o PL da acusação de fraude eleitoral feita pelo senador no documento.
“Eu acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta. O fato é que o que está lá no seu Twitter, que é a sua manifestação oficial, ele se autodenomina como líder. E é um fato, ele é um líder no Brasil”, afirmou a jornalistas.
A primeira versão da carta apresentava Flávio como presidente eleito. Posteriormente, o texto foi republicado com uma mudança nesse trecho, passando a tratá-lo como “líder”.
Questionado se via problema na versão inicial, Marinho evitou assumir a explicação em nome de Flávio.
Leia também: Flávio republica carta e retira trecho em que se dizia ‘verdadeiro presidente eleito’ do Brasil
“A carta oficial e que ele assume é aquela que está no seu Twitter, que ele se coloca como líder. A segunda, aí você tem que perguntar a ele, ele não está aqui”, disse.
Marinho foi questionado diretamente sobre a acusação de fraude eleitoral feita por Flávio na carta. “Não, o PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há prova nesse sentido”, respondeu.
O senador também atribuiu parte do teor da carta ao impacto provocado pela derrota no segundo turno e pela saída de Flávio do Brasil.
“O Flávio está nos Estados Unidos exilado, levou toda a sua família. Vocês devem imaginar o que é a ruptura da relação das suas filhas, da sua esposa”, afirmou.
“Certamente está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno, que foram inesperados para todos nós, inclusive para praticamente toda a sociedade brasileira”, acrescentou.
Marinho citou ainda as pesquisas divulgadas antes da eleição, que apontavam um cenário diferente do resultado final.
O senador defendeu que Flávio continue exercendo um papel de liderança da oposição mesmo estando nos Estados Unidos.
“Na verdade, é o que ele pode fazer, né? Porque aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel, que é um papel absolutamente natural”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCSegundo Marinho, o candidato derrotado em uma democracia deve assumir a oposição ao vencedor.
“Quando ocorre uma eleição, em qualquer lugar do mundo, pelo menos nas democracias consolidadas, passado o processo eleitoral, quem perde faz oposição a quem ganha. Agora, livre. E não encarcerado, né? Não sob ameaça, e não com seu passaporte retido”, declarou.
O senador também classificou Flávio como “a maior expressão da direita no Brasil”.
Ele também foi questionado sobre os efeitos da saída de Flávio do Brasil em sua possível candidatura à presidência do Senado.
Segundo ele, a decisão ainda depende do PL. “Nós temos uma candidatura a presidente do Senado que precisará ainda passar pelo crivo do partido. Nós temos uma reunião na quarta-feira, convocada pelo presidente Valdemar”, afirmou.
Caso sua candidatura seja homologada, Marinho disse que pretende defender a independência entre os Poderes e o cumprimento da Constituição.
“Nós temos hoje um grave problema de distorção, de disfuncionalidade de funcionamento das nossas instituições”, declarou.
Leia também: Trump diz que não vai se envolver após Flávio Bolsonaro se declarar “líder do Brasil”
“A nossa candidatura, caso aconteça, vai levar em consideração um preceito fundamental, que é a Constituição Brasileira.”
Marinho afirmou que o PL e os demais partidos de direita devem manter uma postura de oposição ao quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele citou o desempenho da direita nas eleições para o Congresso e afirmou que, apesar da derrota presidencial, o grupo político terá força no Legislativo.
“Nós temos hoje a maior bancada na Câmara, temos a maior bancada no Senado, nós temos hoje um grupo de senadores e deputados que claramente são de centro-direita, mas infelizmente não logramos êxito na Presidência da República”, disse.
Marinho também criticou declarações feitas por Lula depois da eleição e cobrou atenção às contas públicas.
“Vamos nos preparar para tempos turbulentos. E mais do que nunca é necessário um Senado independente”, afirmou.
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