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Roubos de carga caem 89% no Rio Grande do Sul com adoção de inteligência artificial
Publicado 19/05/2026 • 13:54 | Atualizado há 7 minutos
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Publicado 19/05/2026 • 13:54 | Atualizado há 7 minutos
KEY POINTS
Roubo de Cargas mantém concentração no RJ e em SP
O Rio Grande do Sul registrou uma das quedas mais expressivas em roubos de carga do país na última década. Segundo dados apresentados no Fórum Regional de Segurança promovido pelo SETCERGS, Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística do Estado, em Porto Alegre, o estado saiu de 450 ocorrências em 2018 para apenas 50 casos em 2024. Em 2025, o número subiu levemente para 60, ainda assim 87% abaixo do registrado seis anos antes.
O fórum reuniu representantes das forças de segurança, especialistas, seguradoras e empresas do setor logístico para discutir como a inteligência artificial pode reduzir riscos e combater o roubo de cargas de forma mais preventiva e integrada.
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Um dos pontos centrais do debate foi a capacidade da inteligência artificial de processar grandes volumes de dados para identificar áreas de maior incidência criminal, mapear padrões de atuação de quadrilhas e otimizar ações tanto policiais quanto operacionais.
A Brigada Militar do Rio Grande do Sul apresentou um resultado concreto dessa integração. O cruzamento de informações com auxílio da IA contribuiu para um aumento de 224% na captura de foragidos em 2025, segundo dados divulgados durante o evento.
Para Paulo Buriti, gerente corporativo da Corpvs, empresa especializada em soluções integradas de telemetria, monitoramento e segurança operacional, a inteligência artificial “deixou de ser apenas tendência para se tornar ferramenta prática na logística e segurança”. Na avaliação dele, sistemas inteligentes já conseguem identificar comportamentos suspeitos, desvios de rota e padrões de risco em tempo real, antes que o sinistro aconteça.
Além do combate ao roubo, a tecnologia embarcada tem impacto direto nos custos operacionais das transportadoras. Buriti aponta que alertas sobre freadas bruscas, curvas acentuadas, uso indevido do veículo e sinais de distração ajudam a reduzir multas e despesas com manutenção.
“A telemetria embarcada, combinada com inteligência artificial e câmeras veiculares, transforma cada veículo em uma fonte de informação”, afirma o especialista. Com isso, as empresas conseguem antecipar problemas, treinar motoristas de forma personalizada e otimizar rotas sem a necessidade de investimentos complexos.
Outro ponto debatido no setor é o crescimento do uso de jammers, equipamentos utilizados por criminosos para bloquear sinais de rastreamento. A resposta tecnológica tem sido o rastreamento com redundância, que consiste na instalação de um segundo rastreador com rede de comunicação alternativa, como a tecnologia LoRa, imune à interferência desses bloqueadores.
“Quando um criminoso utiliza um bloqueador de sinal acreditando ter neutralizado o sistema principal, o segundo rastreador entra em ação”, explica Buriti. A solução já é adotada tanto por grandes transportadoras quanto por pequenas e médias empresas que buscam elevar o nível de proteção de suas frotas.
🔍 Jammer é um equipamento eletrônico capaz de bloquear ou interferir em sinais de GPS e de comunicação móvel em uma área ao redor do aparelho. Usado por criminosos durante roubos de carga, o dispositivo impede que o rastreador do veículo transmita sua localização para as centrais de monitoramento, dificultando o acionamento das forças de segurança e o rastreamento do bem furtado. O uso de jammers é crime no Brasil, mas o equipamento segue sendo apreendido com frequência em operações policiais.
A democratização dessas ferramentas é um dos movimentos mais relevantes do setor. Soluções que antes eram vistas como caras ou restritas a grandes operações chegaram às pequenas e médias empresas com modelos escaláveis e acessíveis.
“Pequenas e médias empresas podem operar com o mesmo nível de segurança e eficiência” que as grandes transportadoras, segundo Buriti. Para ele, “investir em tecnologia deixou de ser diferencial” no setor logístico, tornando-se condição para competir em um mercado cada vez mais exigente.
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