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Blackstone investe US$ 5 bilhões em empresa de infraestrutura de IA com Google
Publicado 19/05/2026 • 07:33 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 19/05/2026 • 07:33 | Atualizado há 5 meses
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Foto por TIMOTHY A. CLARY / AFP
A Blackstone, maior proprietária privada de data centers do mundo, vai investir US$ 5 bilhões em capital próprio em uma nova empresa de infraestrutura de inteligência artificial em parceria com o Google, informou a gestora de ativos com sede em Nova York nesta segunda-feira (18).
O Google fornecerá à nova companhia, sediada nos Estados Unidos, suas unidades de processamento tensorial (TPUs) — chips desenvolvidos especificamente para processar cálculos de inteligência artificial —, colocando em operação os primeiros 500 megawatts de capacidade computacional até 2027, com “planos de expansão significativa ao longo do tempo”, afirmou a Blackstone em comunicado.
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“Essa nova empresa tem enorme potencial ao ajudar a atender à demanda sem precedentes por capacidade computacional”, disse Jon Gray, presidente e COO da Blackstone, na nota.
A empresa, cujo nome ainda não foi divulgado, será liderada por Benjamin Treynor Sloss, que mais recentemente atuou como diretor de programas do Google. Um porta-voz da companhia se recusou a comentar se o Google manterá um papel direto na liderança do novo negócio.
O Wall Street Journal, que noticiou primeiro a joint venture antes do comunicado oficial da Blackstone, informou que o gigante de private equity terá participação majoritária, citando fontes familiarizadas com o assunto.
A Blackstone não detalhou a estrutura societária do empreendimento em seu comunicado e não respondeu ao pedido de comentário da CNBC até o momento da publicação.
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Segundo o Journal, a joint venture já identificou locais prováveis para os data centers, alguns dos quais estão em construção.
A Blackstone, que administra mais de US$ 1,3 trilhão em ativos, tem investido de forma agressiva em todo o ecossistema de inteligência artificial e, no início deste mês, estabeleceu uma iniciativa semelhante com a Anthropic.
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Siga o Times | CNBCAs ações da Alphabet e da Blackstone subiam cerca de 1% no pré-mercado desta terça-feira.
O acordo reforça a crescente rivalidade entre Google e Nvidia no segmento de hardware para IA. As TPUs do Google há muito são vistas como a resposta da empresa às unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia, líder do setor.
Embora o Google continue utilizando GPUs da Nvidia em sua arquitetura de nuvem, a companhia tem buscado reduzir sua dependência da Nvidia, liderada por Jensen Huang, por meio do desenvolvimento de suas próprias TPUs.
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Outras gigantes de tecnologia, como a Amazon Web Services, também têm investido no desenvolvimento de chips semicondutores próprios. O Google foi um dos primeiros defensores da produção interna de hardware, fabricando sua primeira TPU em 2015.
Diferentemente das GPUs, que são amplamente adaptáveis a usos gerais, o Google promove suas TPUs como projetadas sob medida para processar de forma mais eficiente um conjunto mais restrito de aplicações, como aplicações de IA agentiva.
O Google executa seu modelo de IA Gemini em TPUs, e empresas como Anthropic e Citadel Securities também estão entre os clientes que utilizam esses chips.
As GPUs da Nvidia, desenvolvidas originalmente em 1999 para renderização gráfica em computadores e consoles de videogame, funcionam ao dividir problemas computacionais complexos em tarefas menores e resolvê-las simultaneamente.
A demanda por GPUs disparou após o lançamento do ChatGPT, da OpenAI, em 2022, impulsionando a Nvidia ao posto de empresa mais valiosa do mundo em 2024.
No início deste mês, o Google chegou a superar brevemente a Nvidia em valor de mercado. Analistas ouvidos pela CNBC afirmaram que a Alphabet, controladora do Google, segue bem posicionada em inteligência artificial graças ao desenvolvimento interno de IA, à ampla rede de distribuição e à sua lucrativa divisão de computação em nuvem.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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