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Salário e estabilidade superam home office e flexibilidade na lista de prioridades do trabalhador brasileiro, mostra pesquisa da CNI
Publicado 05/06/2026 • 12:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 05/06/2026 • 12:30 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik
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Mesmo com a expansão do trabalho remoto e das jornadas flexíveis nos últimos anos, o trabalhador brasileiro continua mirando em valores tradicionais na hora de escolher o emprego ideal. Salário, estabilidade e perspectiva de crescimento lideram as prioridades para os próximos cinco anos, superando com folga o home office e a flexibilidade de horário, segundo a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada nesta sexta-feira (5) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O levantamento, realizado pela Nexus com 2.008 pessoas a partir de 16 anos em todos os estados e no Distrito Federal, entre outubro de 2025, revela que 28,7% dos entrevistados apontaram o salário como principal diferencial da ocupação desejada. A estabilidade no emprego foi citada por 22,4%, enquanto 20,1% destacaram a perspectiva de crescimento na carreira.
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Os dados colocam em perspectiva o debate sobre o futuro do trabalho. A flexibilidade de horário foi citada por 19,3% dos entrevistados como fator relevante na escolha do emprego ideal, enquanto a possibilidade de trabalhar em casa ficou em 15,9%. A jornada reduzida apareceu em último lugar, com 9,8%.
Para Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, os números refletem uma associação consolidada entre fatores tradicionais e o emprego formal com carteira assinada. “Mesmo nesse cenário de novas modalidades de trabalho, em que a flexibilidade acaba sendo também uma moeda de troca, esses fatores tradicionais são valorizados e acabam sendo muito associados ao emprego com carteira assinada”, avaliou.
A preferência pela CLT aparece de forma consistente ao longo da série de pesquisas divulgadas pela CNI desde abril. Mais de um terço dos trabalhadores que buscaram emprego no mês anterior à pesquisa apontaram o vínculo formal como o tipo de oportunidade mais atrativa. Entre os jovens de 25 a 34 anos, esse percentual sobe para 41,4%.
A pesquisa também mapeou os principais entraves para que os trabalhadores alcancem suas aspirações profissionais. A falta de vagas com boas condições lidera a lista, citada por 22% dos entrevistados. A falta de experiência prática aparece em segundo lugar, com 17,6%, seguida pela ausência de cursos de formação na região onde o trabalhador vive, apontada por 16,9%.
A necessidade de cuidar de parentes foi citada por 16,1% como barreira relevante. Falta de qualificação, ausência de informação sobre vagas disponíveis e discriminação por parte dos empregadores completam o diagnóstico.
Um dado chama atenção no levantamento: 43% dos brasileiros não conseguiram responder em qual ocupação se verão daqui a cinco anos. A insegurança é maior entre os trabalhadores mais velhos e tem relação direta, segundo Perdigão, com o ritmo das transformações tecnológicas.
“Esse cenário de dúvida que recai sobre uma parcela muito grande dos trabalhadores brasileiros acaba sendo explicado, sobretudo, por essas inovações tecnológicas, que trazem preocupação com relação à adaptação do trabalho”, avaliou a especialista.
Entre os que arriscaram uma projeção, 13,9% disseram querer ter o próprio negócio, com destaque para o comércio varejista e serviços como salão de cabeleireiro, bares e restaurantes.
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Seguir no GoogleApesar das incertezas, 95% dos entrevistados se declararam satisfeitos com o emprego atual, sendo 70% muito satisfeitos. O contraste aparece no campo digital: apenas 44,5% da população domina habilidades digitais complexas, como uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas, percentual que expõe uma lacuna relevante num mercado de trabalho cada vez mais dependente dessas competências.
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