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Boeing e Airbus se preparam para a próxima batalha dos narrow-bodies – mas companhias aéreas ainda não pressionam por novos jatos
Publicado 23/07/2026 • 13:33 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 23/07/2026 • 13:33 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Divulgação
Boeing e Airbus começam a desenhar a próxima geração de aeronaves de corredor único, mas os dois gigantes da aviação afirmam que seus clientes estão mais preocupados em receber os aviões já encomendados do que em pressionar por modelos totalmente novos.
O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, disse nesta segunda-feira que a empresa ainda precisa de “mais alguns anos” para colocar suas finanças em posição de sustentar um novo programa comercial.
Já o CEO da Airbus, Guillaume Faury, afirmou que a fabricante europeia mira o lançamento de um programa de nova geração por volta de 2030, com entrada em serviço apenas na segunda metade da década seguinte.
Apesar das diferenças de tom, ambos executivos apontam para horizontes semelhantes. A Airbus já vinculou publicamente um ano-alvo para seu próximo avião. A Boeing sinaliza que pode estar financeiramente pronta em período parecido, mas mantém a opção de esperar caso a tecnologia ou o mercado não estejam maduros.
Ortberg resumiu: “Pensamos em três coisas que precisam acontecer. Primeiro, precisamos estar prontos – e isso passa por colocar nossa casa financeira em ordem. Vai levar mais alguns anos para chegar onde queremos.” Ele acrescentou que a tecnologia precisa estar disponível e que os clientes devem estar dispostos a avançar além da atual linha de produtos.
No momento, porém, as companhias aéreas pedem foco nos modelos existentes. “Os clientes estão dizendo: ‘concentre-se na linha atual, queremos ver mais maturidade antes de migrar para um novo avião’”, disse Ortberg.
A indústria enfrenta gargalos de produção. A Boeing tenta acelerar a fabricação do 737 Max, ainda sob impacto de problemas de qualidade e do quase catastrófico incidente com a porta de fuselagem em janeiro de 2024.
A Airbus, por sua vez, ajustou planos devido à disponibilidade de motores da Pratt & Whitney, embora Faury afirme que a situação já se estabilizou. Ele reforça que a prioridade é entregar os aviões já vendidos, mesmo enquanto prepara a próxima geração.
“Somos uma indústria de longo prazo”, disse Faury. “Leva tempo para desenvolver tecnologias, lançar um programa, certificar e escalar a produção.”
A Airbus quer manter sua liderança no segmento de corredor único, mirando o lançamento em 2030 e entrada em serviço na segunda metade dos anos 2030. Mas, para ambos os fabricantes, aumentar a produção e cumprir entregas é a tarefa imediata.
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Siga o Times | CNBCAnalistas do RBC Capital Markets destacaram que investidores estão de olho na capacidade da Boeing de elevar a produção do 737 Max e 787, concluir a certificação das variantes Max 7 e Max 10, melhorar margens e gerar caixa.
O mesmo vale para a Airbus, que precisa mostrar clareza no caminho para suas metas de produção do A320 e A350. A empresa tem um backlog superior a 9 mil aeronaves, e a demanda segue superando a oferta. Só em junho, foram 51 pedidos de A320neo.
A entrega de 190 aeronaves da família A320 no segundo trimestre deve impulsionar significativamente os resultados da Airbus, que divulgará seu balanço trimestral na próxima semana.
Na Boeing, o foco segue na conclusão da família 737 Max. O trabalho de certificação do Max 7 e Max 10 está 95% e 98% completo, respectivamente, segundo a Jefferies. O Max 10 responde por cerca de um terço da carteira de pedidos do 737. Ortberg afirmou que a certificação do Max 7 pela FAA deve sair “muito em breve”, marcando um marco importante.
A Boeing também investiu cerca de US$ 1 bilhão em uma quarta linha de produção do 737 Max em Everett, Washington, para ampliar a capacidade além das três linhas já existentes em Renton.
Enquanto fabricantes lidam com atrasos e grandes carteiras de pedidos, as companhias seguem expandindo com os modelos disponíveis. A Ryanair, maior cliente da Boeing fora dos EUA, recebeu recentemente o último 737 Max 8-200 de sua encomenda atual, elevando a frota para quase 650 aeronaves e aumentando o tráfego do primeiro trimestre em 6%.
A expectativa da companhia é transportar 216 milhões de passageiros em 2026, um crescimento de 4% no ano.
Assim, embora não haja pressão imediata para acelerar novos projetos, Boeing e Airbus seguem trabalhando em seus sucessores de longo prazo. A disputa pelo futuro dos narrow-bodies promete definir a competição no maior mercado da aviação comercial por décadas. Mas, antes de competir pelo amanhã, os fabricantes precisam entregar o que já prometeram hoje.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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