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Aumento de consumo e pouca chuva: São Paulo registra recorde de captação de água em 2025
Publicado 02/01/2026 • 22:10 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 02/01/2026 • 22:10 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Divulgação/Sabesp
Carro da Sabesp
A Sabesp registrou recorde de captação de água em 2025. A média anual foi de 71 mil litros por segundo captados nas represas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo. O número representa alta de 3% em relação a 2024. Os dados são da agência estatal SP Água.
A companhia afirmou que o aumento foi causado pelo crescimento do consumo da população e pela baixa quantidade de chuvas no ano. Nesta sexta-feira (2), o Sistema Integrado Metropolitano, que reúne reservatórios como o Alto Tietê e o Cantareira, está com apenas 26,2% da capacidade máxima de volume. É o pior índice desde a crise hídrica de 2014.
A Sabesp ainda destaca que o número de imóveis conectados ao sistema da empresa cresce. De julho de 2024, quando foi privatizada, a outubro de 2025, 616 mil novos domicílios passaram a receber água potável. “Esse conjunto de fatores intensificou a pressão sobre os sistemas de abastecimento e exigiu a adoção de reforços operacionais em larga escala para garantir o atendimento à demanda”.
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Em entrevista na segunda-feira (29), à Rádio Eldorado, a secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Natalia Resende, admitiu que a situação dos reservatórios de água da região metropolitana da capital preocupa. Apesar disso, afastou a possibilidade imediata de racionamento do abastecimento.
“Estamos na faixa 3, na qual há uma gestão de demanda noturna. É aquela diminuição da pressão principalmente durante o período noturno – 10 horas entre 19h e 5h – de forma a reduzir o consumo. Mas estamos longe ainda do rodízio, que é a faixa 7 – a última faixa”, afirmou.
Desde quinta-feira (1º), a conta de água e esgoto ficou mais cara no Estado de São Paulo – ao menos, para os 371 municípios atendidos pela Sabesp, incluindo a capital paulista.
Em dezembro, a Sabesp anunciou o primeiro reajuste na tarifa após a sua privatização: 6,1106%. O aumento foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
A Arsesp afirma que a mudança se refere “exclusivamente à reposição inflacionária, sem aumento real para o consumidor”. Procurada, a Sabesp não quis se manifestar.
O reajuste acompanhou a inflação registrada pelo IBGE por meio do IPCA, que considera a variação nos preços da cesta de consumo de produtos e serviços da população. O cálculo leva em conta o acumulado dos 16 meses entre julho de 2024, quando a Sabesp foi privatizada, e outubro de 2025 – último dado disponível quando o levantamento foi apresentado à Arsesp.
O reajuste será anual e, nas próximas recomposições, a tarifa será atualizada com base na inflação de 12 meses. A agência reguladora argumenta que o reajuste ficou 15% abaixo do valor que seria aplicado caso a Sabesp ainda fosse estatal. A tarifa de referência para 2026 ficou em R$ 6,76/m³.
O sistema de abastecimento funciona de forma integrada, conectando grandes e pequenos mananciais, adutoras e estações de tratamento. Isso permite a transferência de água entre sistemas, reduzindo riscos de desabastecimento. Por outro lado, faz com que a pressão sobre um sistema impacte todo o conjunto.
Obras realizadas nos últimos anos procuram minimizar o risco de desabastecimento, trazendo água de outros reservatórios. Entre elas está a transposição Jaguari-Atibainha, que permite a transferência de água da bacia do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira.
Outra obra foi a conclusão do Sistema São Lourenço, que capta água da represa Cachoeira do França, a 70 quilômetros da capital, e abastece cerca de 2 milhões de usuários em oito municípios.
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