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Juros futuros fecham em queda pela sexta sessão consecutiva

Publicado 29/06/2026 • 20:30 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Juros futuros fecharam em queda pela sexta sessão consecutiva, refletindo menor percepção de risco e expectativa de cortes da Selic.
  • Boletim Focus e deflação do IGP-M reforçaram apostas de alívio na política monetária.
  • Mercado acompanhou cenário externo mais tranquilo, apesar da alta do petróleo, com liquidez reduzida ao longo da sessão.
Taxas de juros.

Unsplash.

Taxas de juros.

Os juros futuros fecharam a sessão desta segunda-feira em baixa, esticando a sequência de alívio nos prêmios de risco pela sexta sessão consecutiva, considerando os principais contratos, apoiado no quadro externo relativamente tranquilo e em uma agenda doméstica que alimentou as apostas de continuidade dos cortes da Selic. A queda das taxas foi firme pela manhã, perdendo fôlego à tarde, em razão da partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo de Futebol, em um ambiente de liquidez fraca.

No fechamento, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 tinha taxa de 14,035%, de 14,059% no ajuste na sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2028 caía de 14,159% para 14,100%. O DI para janeiro de 2029 encerrou com taxa de 14,190%, de 14,235%, e a do DI para janeiro de 2031 caiu de 14,339% para 14,265%.

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Diante da mobilização em torno do jogo da seleção brasileira, o movimento no mercado de juros se deu basicamente na primeira etapa, com as taxas recuando mesmo com o petróleo em alta.

O avanço da commodity foi visto como uma correção após o tombo da semana passada, puxada por narrativas divergentes dos governos dos Estados Unidos e Irã sobre o ritmo das negociações para o acordo de paz definitivo. Porém, as versões conflitantes não chegaram a abalar a confiança do mercado, que se apegou a sinais de normalização gradual do tráfego no Estreito de Ormuz.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, ponderando que a sessão desta segunda-feira pareceu uma “grande emenda de feriado”, afirmou que o fechamento da curva não teve gatilhos muito definidos, diante de um giro escasso, mas vê os prêmios ainda “dilatados”, considerando a perspectiva de distensão monetária pelo Banco Central.

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“A curva está ao redor de 14,5%, o que é absolutamente incongruente com ciclo de afrouxamento de juros. As taxas têm de continuar fechando com a consolidação do preço do petróleo num patamar mais baixo. Os agentes vão começar a incorporar um ciclo mais contínuo de corte, fazendo com que a curva feche”, prevê o economista, lembrando que a decisão do Copom foi tomada com o petróleo a US$ 90 e atualmente o barril está em torno de US$ 73.

Internamente, o Boletim Focus mostrou acomodação das medianas de inflação e Selic, estancando parte das sucessivas pioras vistas nas últimas semanas. A expectativa suavizada para o IPCA em 12 meses manteve-se em 4,14%. Para 2026, permaneceu em 5,33%, mas a de 2027 subiu de 4,15% para 4,17%. A de 2028, horizonte para o qual o Banco Central já está olhando, seguiu em 3,70%. Para a Selic, as medianas para 2026 e 2027 continuaram em 14,00% e 12,00%.

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Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de junho caiu 0,50%, devolvendo parte da alta de 0,84% em maio. A deflação foi maior do que apontava a mediana das estimativas captadas na pesquisa Projeções Broadcast (-0,46%).

O economista-chefe da Bravonte Capital, Eduardo Velho, avaliou o alívio das taxas como uma continuidade da trajetória da última semana, baseada na visão de reversão do choque do petróleo, no IPCA-15 de junho melhor que o esperado e na comunicação do Banco Central, que deixou espaço para voltar a reduzir a Selic. “Com o resultado relativamente bom da deflação IGP-M, é natural que o mercado devolva prêmio na curva curta. Tudo bem que é sazonal, tem impacto de commodities, tem combustíveis, mas, pelo menos, não piorou a situação”, disse.

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