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Pesquisa mostra impacto do estresse do trabalho na saúde mental dos brasileiros
Publicado 20/11/2025 • 08:00 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 20/11/2025 • 08:00 | Atualizado há 12 meses
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Saúde mental no trabalho
Uma nova pesquisa da Vittude, em parceria com a Opinion Box, mostra que 66,1% dos brasileiros já tiveram a saúde mental afetada pelo estresse no trabalho.
O levantamento, que ouviu 2 mil pessoas em todo o país, também avaliou o NPS das empresas em relação à promoção da saúde mental — o índice permanece negativo em 19, sinalizando insatisfação persistente dos trabalhadores.
Tatiana Pimenta, CEO e cofundadora da Vittude, afirma que os dados expõem a urgência do tema. Segundo ela, os relatos refletem esgotamento e perda de qualidade de vida, reforçando que o trabalho é um determinante direto de saúde. Para a executiva, a pauta deve se tornar parte estrutural da gestão de pessoas, especialmente com a atualização da NR-1.
Apesar da alta incidência de estresse, a autopercepção da saúde mental é majoritariamente positiva: 38% deram nota 4 e 28,8% atribuíram nota máxima em uma escala de 1 a 5. Ainda assim, 7,2% dos entrevistados se encontram em condição crítica. A pesquisa também aponta uma lacuna entre intenção e prática: quase metade acredita que todos deveriam fazer terapia, mas só 26,8% está em acompanhamento.
Os fatores que impedem o acesso incluem não ver necessidade no momento (48%), custo (34,5%) e falta de tempo (18%). Entre quem busca atendimento, 28% utilizam plano de saúde, 7,5% têm custeio integral da empresa e a maioria paga do próprio bolso. O gasto mensal varia principalmente entre R$ 100 e R$ 500.
Na avaliação dos trabalhadores, as organizações ainda não acompanham a evolução da discussão. Entre os respondentes, 46,3% são detratores e afirmam que não recomendariam suas empresas como promotoras de saúde mental. Apenas 27,6% são promotores.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, 32,1% dizem que suas empresas não têm qualquer iniciativa voltada ao tema. Entre as práticas mais citadas estão políticas contra discriminação e assédio (26,5%), palestras e webinares (22,8%), terapia pelo plano de saúde (19,7%) e comitês de bem-estar (19,4%).
O estudo indica que 74% dos trabalhadores estão em regime presencial, mas o formato preferido é o híbrido flexível — considerado o modelo mais favorável ao bem-estar por 48,1% dos entrevistados. Nesse grupo, 63,3% registram notas 4 e 5 para saúde mental. Em contraste, o trabalho remoto integral concentra 11,4% de entrevistados em estado crítico, sugerindo que isolamento e flexibilidade podem coexistir.
A pesquisa também mostra que 78,2% preferem trabalhar em empresas com programas estruturados de saúde mental e 92,4% acreditam que o tema deve ser tratado com mais seriedade. Para Tatiana, esse movimento reflete uma mudança de mentalidade: promover saúde mental reduz adoecimento, turnover e afastamentos, além de fortalecer reputação e retenção.
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