Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Aluguel ou fabricação nacional? As estratégias para popularizar a moto elétrica no Brasil
Publicado 10/06/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 horas
Oracle supera expectativas, mas ações caem após plano de captar mais US$ 20 bilhões
Wall Street precisará aprender a economia dos tokens antes dos IPOs de IA; SpaceX oferece prévia
SoftBank despenca mais de 8% enquanto ações de tecnologia da Ásia caem, acompanhando perdas de Wall Street
Meta fecha acordo para data center de IA na Índia enquanto amplia infraestrutura global
Índices futuros do Dow Jones caem 400 pontos após Trump afirmar que o Irã demorou demais nas negociações
Publicado 10/06/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Divulgação
A presença de motos elétricas no país ainda é uma fração da de modelos a combustão em 2026, mas já representa um salto em relação a 2025. De acordo com a Fenabrave, foram mais de 210 mil motos convencionais emplacadas em abril, contra 2,7 mil modelos elétricos e híbridos somados.
No entanto, esse mercado vem ganhando tração no Brasil. Na comparação com o mesmo período de 2025, o emplacamento de modelos eletrificados subiu 389%.
Ainda incipiente, o setor elétrico sob duas rodas já chama a atenção de empresas que apostam na economia de combustível e na preocupação crescente da população com o meio ambiente para tornar esses veículos mais populares. Os modelos de negócios, porém, vão além do uso individual.
Leia também: Conheça o Corsair, drone marítimo usado pelos EUA para resgatar militares no Estreito de Ormuz
A aposta da Auper é na verticalização dos processos dentro do Brasil, ao contrário do movimento mais comum, que é importar tecnologia da China. A empresa, fundada pelos brasileiros Silvio Rotili Filho e Alan Callegaro e pelo americano David Ofori-Amoah, anunciou R$ 500 milhões em investimentos em uma fábrica própria na cidade de Joinville (SC).
O primeiro modelo feito foi chamado de Edição de Fundador. A moto tem motor de 98 cv e autonomia de 160 quilômetros, e teve tiragem limitada. O preço de entrada é de R$ 49.900. O executivo aponta que pretende crescer sem cortar caminhos, mas projeta a produção de 20 mil veículos na fábrica própria em 2027 e 50 mil em 2028.
O cofundador da empresa, Silvio Rotili Filho, explica que a opção visou garantir mais soberania e depender menos da inconstância da política externa.
“A gente considera muito perigoso economicamente para o país depender 100% de tecnologia e produtos de mercados externos. Nosso objetivo é fazer com que o Brasil deixe de ser apenas um exportador de matéria-prima para se tornar um exportador de tecnologia, como a Embraer e a WEG”, afirmou.
Leia também: Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
Em um outro modelo de negócios, a Vammo aposta no aluguel de motos elétricas e quer atingir um outro público: os entregadores.
Um levantamento da Machine destaca o crescimento do uso de veículos elétricos por entregadores que atuam em plataformas de delivery. Apesar de ainda não ter chegado a 1% do total da frota, o número cresceu 10 vezes em um ano: de 0,02% para 0,2% em abril de 2026.
Atuando em 16 cidades da Grande São Paulo, a Vammo possui cerca de 7 mil motos em circulação. A plataforma também conta com mais de 700 estações de recarga, que são essenciais para o funcionamento da operação.
O CEO e cofundador da empresa, Jack Sarvary, aponta que a aposta no aluguel, e não na venda dos veículos, aconteceu pela necessidade de um investimento menor por parte do motociclista.
“Nosso público sempre foi o entregador, então, para convencê-los a aderir ao elétrico, não podíamos pedir para eles fazerem um investimento em um veículo novo. Então optamos pelo aluguel com um preço mais em conta”, afirmou. Outra peculiaridade do modelo é que o motociclista não carrega a bateria, mas sim troca o equipamento. O executivo explica que isso também foi uma escolha da companhia, já que o trabalhador não poderia ficar parado esperando a bateria ser carregada.
Hoje a empresa trabalha com planos que partem de R$ 159 por semana, além de um acréscimo de R$ 0,24 por quilômetro rodado.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleQuestionado sobre uma possível entrada no varejo no futuro, Sarvary não descartou a possibilidade, mas afirmou que, no momento, a empresa quer crescer no modelo atual, que está dando certo.
Hoje a empresa aponta que 80% dos clientes são pessoas que trabalham com a moto, e 20% as usam para trajetos no dia a dia.
Atualmente a empresa recebeu um aporte de R$ 75 milhões da EXT Capital, que pode chegar a R$ 170 milhões até o final do ano, para aumentar a sua frota. O executivo aponta que o desejo é chegar a 15 mil veículos em São Paulo até o final do ano.
A realidade das motos elétricas no país precisa levar em conta não só o consumidor que a utiliza como transporte familiar, mas também os entregadores. De acordo com o Ipea, há 322 mil motociclistas que trabalham com entregas no Brasil.
O desafio das ruas brasileiras foi central na estratégia das duas companhias para desenvolver produtos específicos para o país. A Auper investiu em um sistema antirroubo nativo para os seus veículos por conta do alto número de roubos de motos no país, enquanto a Vammo apostou em um aplicativo facilitado para o entregador.
“O sistema antirroubo que desenvolvemos foi pensado especificamente para que o condutor não precise mais ter medo de ser assaltado, elevando o nível de segurança em um setor que, historicamente, permaneceu estagnado”, afirmou Rotili.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
2
Sem ganhador, Mega-Sena acumula e próximo sorteio pagará R$ 8 milhões
3
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
4
Naskar troca de dono pela segunda vez, app segue fora do ar e investidores sem o dinheiro
5
Qual a probabilidade de ganhar na Quina de São João? Entenda as chances do concurso milionário