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Seguros cobrem 15% da população e ainda podem expandir, diz presidente da CNseg, que cobra ajuste fiscal e juros menores

Publicado 16/10/2026 • 08:26 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • Diogo Oliveira, da CNseg, diz que 15% da população tem seguro e que o país tem 85% para crescer
  • Seguro rural cobre 2,5% da área plantada, e o presidente da CNseg vê espaço para ampliar a cobertura
  • Ajuste fiscal em quatro anos e política monetária forte para baixar juros abrem caminho ao crescimento, afirma Oliveira

O mercado de seguros do Brasil alcança 15% da população na média, e o ajuste das contas públicas segue como tarefa pendente para o país crescer. A avaliação é de Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), em entrevista ao apresentador Eric Klein, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Seguros têm 85% da população por alcançar

Para Oliveira, o setor tem “uma oportunidade enorme” pela frente. Com 15% dos brasileiros segurados, restam 85% para atender.

No campo, o espaço é maior. O seguro rural cobre 2,5% da área plantada, e cerca de 98% seguem sem proteção.

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Segundo ele, a expansão cria estabilidade e crescimento dentro das cadeias produtivas. Além disso, a produção hoje depende desses elos, e uma empresa eficiente não consegue melhorar se o ecossistema ao redor não evolui.

Ajuste fiscal pede cuidado com as contas por quatro anos

Oliveira chamou o ajuste fiscal de “dever de casa inconcluso”. Ele não considera a tarefa hercúlea.

Na avaliação do executivo, basta atenção às contas públicas nos próximos quatro anos para estabilizar o déficit fiscal.

Política monetária forte abre espaço para juros menores

Do outro lado, o presidente da entidade defende o fortalecimento do Banco Central e da política monetária. O objetivo é ter juros menores, capazes de segurar a inflação.

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Com isso, segundo ele, “a gente cria as bases que a gente precisa pro país voltar a crescer”.

Em seguida, entram as políticas de capacitação de pessoal, a melhoria da infraestrutura e o fortalecimento dos serviços que compõem as cadeias produtivas.

Brasil deve tratar oportunidades globais como projeto de Estado

Oliveira afirmou que o mundo vive mudanças tecnológicas, humanas, econômicas e financeiras. As dificuldades geopolíticas, na visão dele, favorecem o Brasil.

Por isso, o país precisa se organizar para observar e aproveitar o momento. Ele concordou com a ideia de olhar o tema “como Estado, como nação e não como um jogo político temporário”.

Caso a oportunidade passe, ele projeta crescimento medíocre e renda per capita estagnada. Na comparação com a média mundial, disse, o Brasil “está andando para trás”.

Seguros e economia dependem de debate entre governo, empresas e academia

Segundo Oliveira, a discussão envolve governo, setor empresarial, academia e elites. Ele afirmou que o empresariado precisa criar ambientes de diálogo e que esses grupos devem gerar propostas com continuidade ao longo do tempo.

O executivo disse que falta ambição ao país. “O Brasil é destinado a ser um país grande. A gente não é pequeno nem no mapa”, afirmou.

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