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Senado analisa projeto que proíbe e pune ligações indesejadas de telemarketing

Publicado 28/06/2025 • 11:34 | Atualizado há 1 ano

KEY POINTS

  • A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal começou a analisar nesta sexta-feira (27) o projeto de lei que obriga empresas de telemarketing a excluírem imediatamente telefones de suas bases de dados caso o atendente afirme não conhecer a pessoa requisitada.
  • O projeto de lei determina que a recusa em receber a chamada deve ser registrada no momento.
  • Caso a empresa entre em contato novamente, pode receber uma advertência na primeira infração e, depois, multa diária que varia entre R$ 1 mil e R$ 50 mil, de acordo com o tamanho da companhia, reincidência ou descumprimento sistemático.

Central de atendimento do Ligue 180.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal começou a analisar o projeto de lei que obriga empresas de telemarketing a excluírem imediatamente telefones de suas bases de dados caso o atendente afirme não conhecer a pessoa requisitada.

O projeto de lei determina que a recusa em receber a chamada deve ser registrada no momento. Caso a empresa entre em contato novamente, pode receber uma advertência na primeira infração e, depois, multa diária que varia entre R$ 1 mil e R$ 50 mil, de acordo com o tamanho da companhia, reincidência ou descumprimento sistemático.

A senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) afirmou que a “prática é comum e abusiva, pois expõe o consumidor à constrangimento, perda de tempo e perturbação da tranquilidade, especialmente quando se recusa repetidamente a receber tais contatos e continua sendo perturbado”.

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De acordo com a congressista, o objetivo é “proteger os consumidores que recebem ligações recorrentes de telemarketing e cobrança indevidas, direcionadas a terceiros desconhecidos”. Em sua justificativa, a parlamentar afirmou que o Código de Defesa do Consumidor e a Lei de Proteção de Dados sustentam seu projeto.

Caso aprovado, o texto deve seguir para a Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado, que tomará decisão terminativa, ou seja, irá instaurar a validade sem a necessidade de ser votada no Plenário da Casa.

Ana Paula Lobato assumiu a cadeira no Senado apesar de não ter sido eleita. Ela ocupou o cargo após a indicação de Flávio Dino ao Ministério da Justiça e, posteriormente, ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorreu antes mesmo de ele tomar posse como senador.

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Inicialmente, Ana Paula Lobato era membra do Partido Socialista Brasileiro (PSB), no entanto, em abril de 2024, optou por se filiar ao Partido Democrático Trabalhista (PDT)

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