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Vereador Senival Moura é preso de novo por suspeita de lavar dinheiro do PCC em empresas de ônibus de SP após recurso

Publicado 28/10/2026 • 10:40 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • Vereador foi preso pela segunda vez após o TJ-SP acolher recurso do MP contra a soltura determinada em 5 de agosto
  • Mandados contra sete ligados à Transunião são cumpridos pelo Deic e pelo Gaeco, e dois alvos são procurados
  • Investigação aponta que o PCC recebeu mais de R$ 300 milhões do transporte paulistano, e a defesa nega envolvimento
Senival Moura

Câmara dos Vereadores

Vereador de São Paulo, Senival Moura (PT)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu novamente, na manhã desta quarta-feira (28), o vereador Senival Moura (PT), investigado por suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. Segundo as investigações, o parlamentar lavava dinheiro da facção em empresas de ônibus da cidade.

Senival estava solto desde 5 de agosto, quando a desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mandou liberá-lo. Na decisão, a magistrada entendeu que o prazo da prisão temporária deveria ser de cinco dias, e não de 30, e determinou a soltura. O Ministério Público recorreu, e agora o TJ-SP voltou a decretar a prisão.

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Além do vereador, outras seis pessoas tiveram a prisão decretada. Os mandados são cumpridos pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP paulista. Todos os alvos são ligados à Transunião, empresa suspeita de ser administrada por integrantes do PCC.

Senival foi preso pela primeira vez em 25 de junho, na Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo MP. Ele pediu afastamento do PT após a prisão. O inquérito foi concluído antes das eleições, e 21 pessoas foram denunciadas à Justiça. Na ocasião, o MP pediu a prisão dos sete principais envolvidos, mas, como o período eleitoral veda prisões que não sejam em flagrante, os mandados só foram cumpridos nesta quarta.

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Foram presos Senival Pereira de Moura, Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza. Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins estão sendo procurados.

O vereador está no sexto mandato na Câmara Municipal e preside a Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica. As autoridades o apontam como “dono oculto” da Transunião. Relatórios do Deic indicam que um núcleo paralelo tomava decisões da empresa para lavar dinheiro em favor do PCC. Na primeira fase da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações.

A apuração sobre a facção na Transunião começou a partir da investigação da morte de Adauto Jorge, ex-diretor financeiro da empresa, em 2025. Os investigadores apontam que o PCC teria recebido mais de R$ 300 milhões do sistema de transporte paulistano.

A defesa de Senival nega envolvimento com organização criminosa e com lavagem de dinheiro, e diz que vai adotar as medidas judiciais cabíveis para contestar a prisão. 

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