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STF inicia julgamento sobre caso Marielle Franco nesta terça-feira (24)
Publicado 24/02/2026 • 10:35 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 24/02/2026 • 10:35 | Atualizado há 3 semanas
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O Supremo Tribunal Federal (STF) hoje (24), ao julgamento da Ação Penal (AP) 2434, que tem como alvo os acusados de arquitetar o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.
Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); João Francisco Brazão, o “Chiquinho”, ex-deputado federal; Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil fluminense; e Ronald Paulo de Alves, ex-integrante da Polícia Militar, passaram à condição de réus por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. O ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, responde, ao lado dos irmãos Brazão, por organização criminosa.
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A Constituição determina que crimes dolosos contra a vida sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Entretanto, quando envolvem autoridades com prerrogativa de foro, o próprio texto constitucional estabelece que o caso seja analisado pelo tribunal competente.
O processo foi remetido ao Supremo em razão da suposta participação de Chiquinho Brazão, que à época exercia mandato de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro.
Desde 2023, o STF retomou a atribuição das Turmas para instruir e julgar ações penais envolvendo autoridades com foro na Corte, excetuando-se o presidente e o vice-presidente da República, os presidentes do Senado e da Câmara, os ministros do próprio Supremo e o procurador-geral da República, cujos casos permanecem sob competência do Plenário. Como o relator é o ministro Alexandre de Moraes, integrante da Primeira Turma, o julgamento ficará a cargo desse colegiado.
Estão previstas duas sessões na terça-feira (24), às 9h e às 14h, além de uma terceira na quarta-feira (25), às 9h. O julgamento terá transmissão ao vivo pela Rádio e TV Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.
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A análise seguirá as normas da Lei 8.038/1990, que disciplina os processos criminais no STF, e do Regimento Interno da Corte.
Após a abertura da sessão pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino, e a chamada do processo, o relator fará a leitura do relatório, apresentando um panorama do caso, com descrição dos fatos, histórico processual, argumentos da acusação e das defesas, além das imputações criminais.
Na sequência, começam as sustentações orais. O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, representando a Procuradoria-Geral da República (PGR), atuará na acusação, com prazo de uma hora para manifestação, prorrogável por mais 30 minutos. O advogado assistente de acusação indicado por Fernanda Chaves poderá falar por até uma hora. Depois, os defensores dos réus terão, individualmente, uma hora para apresentar seus argumentos.
Encerradas as sustentações, o relator será o primeiro a votar, seguido pelos demais ministros da Turma conforme a ordem de antiguidade, ficando o presidente por último. Assim, após Alexandre de Moraes, votarão Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e, por fim, Flávio Dino.
A decisão sobre absolvição ou condenação será tomada por maioria. Em caso de condenação, caberá ao colegiado definir a pena.
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Em 14 de março de 2018, Marielle e seu motorista foram atingidos por disparos dentro do veículo em que trafegavam, na região central do Rio de Janeiro. As investigações iniciais ficaram a cargo da Polícia Civil do estado. Em 2023, por determinação do Ministério da Justiça, a Polícia Federal também passou a atuar no caso.
Em junho de 2024, a Primeira Turma aceitou, por unanimidade, a denúncia apresentada pela PGR, que apontou os irmãos Brazão como mandantes do atentado. Segundo a acusação, o crime teria sido motivado pela atuação política de Marielle, que dificultaria a aprovação de projetos voltados à regularização de áreas sob influência de milícias na capital fluminense.
De acordo com a PGR, os irmãos teriam contado com o auxílio de Rivaldo Barbosa, que teria usado sua posição de comando na Polícia Civil para atrapalhar as investigações e garantir a impunidade dos mandantes.
Ronald Paulo de Alves, conhecido como Major Ronald, é acusado de ter monitorado os passos de Marielle e repassado informações estratégicas aos executores. Já Robson Calixto Fonseca teria integrado a organização criminosa ao lado dos irmãos.
O colegiado entendeu que, com base no acordo de colaboração premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos, foram reunidos elementos probatórios, como depoimentos e documentos, suficientes para a instauração da ação penal.
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