Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Estudo traça mapa da hemorragia setorial e regional causada pelo tarifaço
Publicado 19/07/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 mês
OpenAI projeta abertura de capital em 2027, afirma diretora financeira
Amazon amplia entregas por drones e mira 1 milhão de pedidos em 2026
BioMarin compra Alesta por US$ 275 milhões e avança em tratamentos para doenças ósseas raras
EUA tentam fechar brecha que permite à China acessar chips avançados da Nvidia
Irã avalia ataques contra alvos dos EUA na Europa; Emirados Árabes Unidos interrompem comércio com Teerã
Publicado 19/07/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
tarifas
Exportações de madeira recuam com impacto direto das tarifas dos EUA
O tarifaço americano vai afetar a economia do Brasil de uma forma bastante desigual. Não é o país inteiro que irá sangrar, é uma fila específica de setores e estados que dependem muito de um único comprador, que decidiu fechar a porta de uma hora para outra.
À frente dessa fila está a madeira, com 83% de exposição, a maior entre todas as indústrias mapeadas. É o que mostra estudo do IBEVAR – FIA Business School, através do núcleo LabFin-Provar, divulgado em primeira-mão ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC em julho de 2026.
O levantamento cruza dados da CNI e traça uma matriz que revela onde exatamente o choque bate mais forte, não só por setor, mas por território. As exportações diretamente atingidas somam US$ 11 bilhões, o equivalente a R$ 76 bilhões, entre 0,5 e 0,6 ponto percentual do PIB projetado para 2026.
Só que no setor madeireiro, a perda chega a US$ 1,2 bilhão, o que representa metade de toda a produção do segmento.
Leia também: EXCLUSIVO: Tarifaço abre rombo fiscal duplo e empurra dívida a 83% do PIB em 2026, mostra estudo

Atrás do madeireiro, aparecem minerais não metálicos, com 56,3% de exposição, produtos químicos, com 51,8%, e alimentos, com 38,1%.
O estudo também aponta alta dependência do mercado americano, sem isenção tarifária, em setores como Embraer, calçados, têxteis, móveis e máquinas.
No caso da Embraer, o levantamento projeta perdas de R$ 20 bilhões até 2030 apenas em decorrência do tarifaço, um indicativo de que o efeito setorial se estende além do curto prazo.
No segmento de bens de capital e máquinas, análise do banco Safra aponta que a WEG enfrenta impacto tarifário de cerca de 1,4% da receita consolidada com a nova alíquota, embora o histórico de repasse de custos ao mercado americano possa amortecer a pressão sobre margens. Já a Frasle, do setor de autopeças, sofre efeito mais moderado, uma vez que a tarifa de 25% não é cumulativa com sobretaxas já aplicadas sob outro mecanismo comercial dos Estados Unidos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNo setor calçadista, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados projeta retração média de 3,6% nas exportações totais até o fim de 2026, cenário que se soma à avaliação da entidade de que a nova tarifa reduz a competitividade do calçado brasileiro nos Estados Unidos e reverte parte da retomada observada após o fim de uma sobretaxa anterior, encerrada em fevereiro.
Do lado têxtil, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção também soma preocupação, apontando efeitos negativos sobre produção, emprego e integração das cadeias produtivas do setor.

De acordo com o estudo do IBEVAR – FIA Business School, São Paulo e Santa Catarina concentram 52% de todo o impacto do tarifaço mais recente. Santa Catarina é o caso mais extremo do levantamento, com 68% de suas exportações aos Estados Unidos dentro da lista de produtos afetados.
Já o Ceará se destaca por outro motivo. O estado tem 96,5% das exportações ao mercado americano vindas da indústria, segundo o estudo, com o polo de Pecém respondendo sozinho por US$ 441,3 milhões. Assim, a exposição cearense está menos ligada ao volume total exportado e mais à dependência quase integral do setor industrial local.
Leia também: Crise de estoque de açúcar nos EUA expõe impacto do tarifaço contra o Brasil
Diante desse mapa de exposição, o estudo do IBEVAR – FIA Business School cita o plano da ApexBrasil de R$ 130 milhões para diversificação de mercados como estatisticamente irrelevante frente à magnitude do choque identificado. A diferença de escala entre o programa de diversificação e os US$ 11 bilhões afetados ilustra o descompasso entre a resposta disponível e o tamanho do problema mapeado.
Assim, o levantamento conecta o tarifaço setorial ao risco fiscal do país por meio de sete perguntas que vão da exportação perdida até o impacto sobre economias regionais inteiras, segundo o estudo do IBEVAR – FIA Business School.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Maiores Audiências
1
Quem são os credores da Casas Bahia?
2
Fiat Argo X chega para disputar liderança entre carros mais vendidos do Brasil
3
Claude vai marcar textos gerados por IA com marca d’água e dificultar o “copiar e colar”
4
Recuperação judicial de Casas Bahia, Marabraz e Tok&Stok escancara os gargalos do varejo
5
Cedro busca parceiros internacionais para porto de R$ 3,6 bilhões em Itaguaí, diz CEO José Carlos Martins