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Estudo mostra que cada 1 °C a mais na temperatura eleva vendas de cerveja em 5%
Publicado 04/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 28 minutos
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Publicado 04/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 28 minutos
KEY POINTS
O varejo brasileiro de bebidas precisará recalcular suas rotas para o segundo semestre de 2026. Com a expectativa de intensificação do fenômeno “Super El Niño” entre a primavera e o início do verão, o setor se prepara para oscilações severas na demanda ditadas diretamente pelos termômetros.
Segundo um estudo inédito da Scanntech — que cruzou dados de vendas de 85% do mercado de alimentos nacional com registros de cerca de 600 estações do INMET entre 2022 e 2026 —, cada 1 °C a mais na temperatura eleva em 4,1% o volume de vendas de bebidas sensíveis ao clima. O impacto se amplia de forma proporcional: uma alta de 3 °C na temperatura impulsiona em 12,8% o volume dessas categorias, com picos de intensidade próximos aos 30 °C.
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Na contramão do calor, o levantamento aponta retração no consumo de bebidas tradicionalmente associadas a temperaturas mais baixas. Vinho e conhaque lideram as quedas, ambos com retração de 3,2%, seguidos por tequila (-2,4%), licor (-1,1%), além de tendências de baixa em destilados como cachaça, uísque e vodca.
Para Felipe Passarelli, Head de Inteligência de Mercado da Scanntech, a chegada de um El Niño forte exige uma mudança de postura do setor. “O clima deixa de ser um imprevisto operacional e passa a ser uma premissa de planejamento”, afirma o executivo, ressaltando que a variação térmica afeta desde a exposição dos produtos em loja até o dimensionamento da produção e o mix promocional.
O estudo destaca ainda que, embora a região Sul apresente a maior correlação estatística entre temperatura e consumo, o fenômeno ocorre devido à alta amplitude térmica local. Na prática, a resposta do consumidor a cada grau extra é parecida em todo o país, mas varia conforme a exposição de cada região às oscilações dos termômetros.
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