Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifaço: relação Brasil-China bate recordes, mas mercado asiático não substitui EUA em exportações
Publicado 19/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
Ações da Snowflake disparam 22% graças a resultados positivos e impulso na programação de IA
Trump propõe renomear o Estreito de Ormuz para ‘Estreito Trump’
Chevron vai ampliar operações na Venezuela e mais que dobrar produção com investimento de US$ 7 bilhões
CEO da Berkshire, Abel diz que Alphabet é uma “empresa relevante” em I.A após aumento da participação no 2º trimestre
Banco do Canadá avalia impacto das tarifas de Trump antes de decidir sobre juros
Publicado 19/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Agência Brasil
Bandeiras de Brasil e China lado a lado
Após o anúncio de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o governo chinês afirmou estar disposto a ampliar o diálogo com o Brasil e outros países do Sul Global para defender o sistema multilateral de comércio e minimizar os impactos de medidas protecionistas.
Em declaração oficial, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, classificou a medida adotada por Washington como “lamentável” e afirmou que guerras tarifárias não produzem vencedores.
Segundo ele, Pequim está disposta a trabalhar em conjunto com o Brasil para preservar a justiça e a equidade nas relações comerciais internacionais.
Leia também: Preços de importação sobem de forma inesperada, enquanto custos de produtos da China atingem maior nível desde 2008
O posicionamento ocorre em um momento em que a China ocupa uma posição central na pauta exportadora brasileira. Desde 2009, o país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por uma parcela significativa das vendas externas nacionais.
A relação bilateral começou a ganhar relevância econômica nos anos 2000, impulsionada pela rápida expansão da economia chinesa e pela crescente demanda por alimentos, energia e matérias-primas. Em 2003, a corrente de comércio entre os dois países somava apenas US$ 6,6 bilhões.
Nos anos seguintes, o intercâmbio avançou em ritmo acelerado. A China passou a ampliar as compras de soja, minério de ferro e petróleo brasileiros, enquanto o Brasil aumentou as importações de máquinas, equipamentos, produtos químicos e manufaturados chineses.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO fortalecimento da parceria levou a corrente de comércio bilateral a atingir um recorde de US$ 171 bilhões em 2025. O resultado consolidou a China como o maior mercado para produtos brasileiros e ampliou a distância em relação aos demais parceiros comerciais do país.
A soja permanece como o principal item exportado pelo Brasil para o mercado chinês, seguida por minério de ferro, petróleo e carne bovina. Em alguns segmentos, a dependência é expressiva. Cerca de 70% das exportações brasileiras de soja têm como destino o país asiático.
Os dados mais recentes mostram que a tendência de crescimento continua. No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para a China alcançaram US$ 58,3 bilhões, o maior valor já registrado para o período. As importações provenientes do país asiático também bateram recorde, chegando a US$ 38,5 bilhões.
Leia também: Xi promove China como aliada em IA para o Sul Global e alerta contra restrições excessivas
Apesar da disposição demonstrada por Pequim para aprofundar a cooperação econômica, a capacidade de a China absorver integralmente eventuais perdas provocadas pelas tarifas norte-americanas é limitada pela própria estrutura do comércio bilateral.
O mercado chinês concentra suas compras em commodities agrícolas, minerais e energéticas, produtos que já ocupam posição dominante na pauta exportadora brasileira para o país. Isso reduz a margem para uma expansão acelerada de vendas em outros segmentos.
Além disso, parte dos produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos possui perfil diferente daquele demandado pela China. A composição das exportações destinadas aos dois mercados não é equivalente, o que dificulta uma simples transferência dos fluxos comerciais.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente
DECISÃO 2026: Lula não tem agenda pública de campanha, Flávio chama Moraes de “laranja podre” e Caiado cobra fim de sigilos no STF; veja o dia dos candidatos ao Planalto