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Xi promove China como aliada em IA para o Sul Global e alerta contra restrições excessiva
Publicado 17/07/2026 • 07:03 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 17/07/2026 • 07:03 | Atualizado há 49 minutos
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Xi Jinping, presidente da China
Reprodução.
O presidente da China, Xi Jinping, apresentou nesta sexta-feira o país como um parceiro em inteligência artificial para o Sul Global, afirmando que as nações devem unir esforços para desenvolver a IA e beneficiar também os países em desenvolvimento.
Em discurso na Conferência Mundial de Inteligência Artificial, em Xangai, Xi anunciou que a China oferecerá aos países em desenvolvimento 5.000 vagas em programas de treinamento e seminários sobre IA, além de ampliar a cooperação na área com diversos blocos, incluindo a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), a Liga dos Estados Árabes e a União Africana.
“A China está disposta a trabalhar com todas as partes para aproveitar e enfrentar as oportunidades e os desafios do desenvolvimento da inteligência artificial com uma postura mais aberta, ações mais pragmáticas e uma visão de longo prazo”, afirmou Xi, segundo tradução do Google de seu discurso em mandarim.
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Xi disse que o desenvolvimento da IA não deve ser uma “apresentação solo” de um único país, mas uma “sinfonia de cooperação internacional”, e que a China está “pronta para ser mais aberta, adotar ações mais práticas e assumir uma perspectiva mais visionária”.
As declarações foram feitas um dia depois de 29 países assinarem, em Xangai, um acordo para estabelecer a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO, na sigla em inglês), que terá sede na cidade, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
Xi também defendeu o fortalecimento da consciência sobre os riscos e afirmou que a IA deve ser “segura e controlável”, permanecendo “sempre sob controle humano”. Acrescentou que os países devem se opor à “expansão excessiva do conceito de segurança nacional no campo da IA ou à priorização da segurança de um país em detrimento da de outros”.
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Siga o Times | CNBCEmbora o presidente chinês não tenha citado nenhum país especificamente, os Estados Unidos adotaram diversas medidas de controle de exportações para restringir o acesso da China a tecnologias de ponta. As restrições começaram a ser endurecidas durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, incluindo a inclusão da Huawei na Lista de Entidades do Departamento de Comércio em 2019.
Posteriormente, o governo Biden introduziu controles de exportação, em 2022, para limitar a capacidade da China de adquirir chips avançados de computação e fabricar semicondutores de última geração, citando riscos à segurança nacional.
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A fabricante de chips Nvidia viu sua participação de mercado na China despencar. Em seu relatório anual, a empresa afirmou que não conseguiu desenvolver e fornecer um produto competitivo para o mercado chinês de data centers que fosse aprovado simultaneamente por Pequim e Washington.
“Ao fim do ano fiscal de 2026, fomos efetivamente impedidos de competir no mercado chinês de computação para data centers, e essa exclusão efetiva do mercado da China ajudou nossos concorrentes a construir ecossistemas maiores de desenvolvedores e clientes para nos desafiar globalmente”, acrescentou a companhia.
No evento, a gigante chinesa de tecnologia Huawei apresentou o supernó Atlas 950 SuperPoD, projetado para interligar múltiplos chips e aumentar a capacidade de processamento. Segundo a empresa, a solução atende às necessidades de poder computacional para a construção de data centers de grande escala e para o treinamento de modelos de IA de grande porte.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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