Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifas de Trump reduzem investimentos dos EUA no Brasil ao menor nível em oito anos
Publicado 06/06/2026 • 10:54 | Atualizado há 5 meses
OpenAI negocia captação de US$ 30 bilhões e prepara abertura de capital em 2027
Elon Musk investe cerca de US$ 1 bilhão na Skydance
Barclays planeja cortar 5 mil empregos com avanço da inteligência artificial
CEO da Nvidia diz que demanda por neoclouds está “nas alturas”, mas falta capital
Anthropic anuncia prévia do Claude Duet, agente pessoal de IA para competir com Muse e Dots
Publicado 06/06/2026 • 10:54 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Magnific
As tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos começaram a aparecer também nos fluxos de investimento. Dados compilados a partir das estatísticas de Investimento Direto no País do Banco Central indicam que os aportes de investidores americanos em empresas brasileiras recuaram 29% em 2025, primeiro ano completo após a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros.
Os investimentos dos Estados Unidos destinados à aquisição de participação em empresas brasileiras somaram US$ 8,4 bilhões ao longo do ano, abaixo dos US$ 11,9 bilhões registrados em 2024.
O movimento ocorreu na contramão do fluxo total de investimentos estrangeiros para o Brasil. Enquanto os aportes americanos encolheram, os investimentos realizados por todos os países cresceram 7,4% no período.
Com isso, a participação dos Estados Unidos no total investido em empresas brasileiras caiu de 29% para 19%, atingindo o menor nível desde 2018.
A retração foi concentrada no setor de serviços, que reúne atividades como comércio, tecnologia da informação, serviços financeiros e prestação de serviços corporativos.
Segundo os dados compilados a partir das estatísticas do Banco Central, os investimentos americanos nesse segmento somaram US$ 5 bilhões em 2025, uma queda de 51,2% em relação ao ano anterior e o menor volume registrado desde 2020.
Entre os setores mais afetados estão os serviços financeiros e o comércio, que apresentaram as maiores reduções nos aportes vindos dos Estados Unidos.
Para economistas, o comportamento do setor não surpreende. Diferentemente da indústria ou de grandes projetos de infraestrutura, os serviços exigem menos ativos físicos e permitem uma realocação mais rápida dos investimentos diante de mudanças no cenário econômico ou geopolítico.
Especialistas avaliam que a combinação entre as novas tarifas comerciais e a política econômica conhecida como “America First” ajudou a reduzir o apetite de investidores americanos por novos negócios no Brasil.
A estratégia adotada pelo governo Trump busca estimular empresas a investir e produzir dentro dos Estados Unidos, por meio de incentivos fiscais, benefícios regulatórios e medidas de proteção à indústria local.
Segundo analistas, esse ambiente contribuiu para uma revisão das estratégias globais de investimento de empresas americanas, que passaram a priorizar projetos domésticos em detrimento de operações internacionais.
“O nível de incerteza aumenta quando as relações comerciais se deterioram, e isso acaba afetando também as decisões de investimento”, avaliam especialistas do setor.
Os efeitos das medidas adotadas por Washington não ficaram restritos aos investimentos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCDados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 16,6% no segundo semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Nos primeiros meses de 2026, as vendas para o mercado americano continuaram em queda, reforçando o impacto das mudanças na política comercial dos EUA.
Para economistas, comércio exterior e investimento direto costumam caminhar juntos. Quando aumentam as barreiras comerciais, empresas tendem a reavaliar planos de expansão, projetos de longo prazo e novas alocações de capital.
Apesar da retração observada nos serviços, alguns setores seguiram atraindo recursos americanos.
Os investimentos na agropecuária, na indústria extrativa e na indústria de transformação registraram crescimento ao longo de 2025. Entre os destaques estão a extração de minerais metálicos e os segmentos químico e farmacêutico.
Especialistas apontam que essas áreas são consideradas estratégicas para os Estados Unidos, especialmente em temas relacionados à segurança nacional, transição energética e cadeias globais de suprimentos.
Os aportes destinados à extração de minerais metálicos cresceram de forma expressiva no período, refletindo a importância crescente de matérias-primas consideradas críticas para a economia americana.
Outro fator apontado por analistas é a aprovação da chamada One Big Beautiful Bill, sancionada por Trump em 2025.
A legislação ampliou benefícios tributários para empresas que realizam investimentos dentro dos Estados Unidos. Entre as medidas estão mecanismos que permitem acelerar deduções fiscais relacionadas à compra de ativos produtivos e ampliar incentivos para atividades de pesquisa e desenvolvimento.
Na avaliação de economistas, a iniciativa reforça a estratégia de manter recursos e investimentos em território americano, reduzindo os incentivos para a expansão internacional de empresas dos EUA.
Embora os números já apontem uma mudança relevante no comportamento dos investidores americanos, especialistas avaliam que ainda é cedo para determinar se a queda representa uma tendência de longo prazo.
A expectativa é que os dados dos próximos anos ofereçam uma visão mais clara sobre os efeitos das políticas comerciais e industriais adotadas pelo governo Trump.
Por enquanto, os indicadores mostram que a combinação entre tarifas, incentivos domésticos e aumento das incertezas comerciais já produziu reflexos relevantes na relação econômica entre Brasil e Estados Unidos, reduzindo a participação americana nos investimentos em empresas brasileiras ao menor patamar dos últimos oito anos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
GERP: Flávio tem 53 pontos e Lula, 47; distância aumenta a cinco dias das eleições
2
Lula promete tarifa zero a cinco dias do 2º turno, mas não detalha como bancar custo bilionário
3
PESQUISA QUE ACERTOU PRIMEIRO TURNO: Flávio tem 53% e Lula 47% dos votos válidos, diz Gerp
4
Luxo: fotos mostram viagens de Lulinha em jato fretado e passeios pagos por empresários; veja
5
DECISÃO 2026: ranking das pesquisas eleitorais mostra diferenças entre as estimativas dos institutos e o resultado das urnas