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“Tem petróleo”, diz presidente da Petrobras após perfuração na Margem Equatorial

Publicado 17/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Magda Chambriard afirma que a Petrobras ainda não sabe o volume encontrado, mas está “extremamente otimista” com a descoberta no poço Morpho.
  • Companhia prevê mais três poços no bloco BMFZA-59 e outras perfurações em áreas adjacentes para dimensionar o potencial da região.
  • Presidente da Petrobras diz que o pré-sal deve atingir o pico de produção em 2034 ou 2035, reforçando a necessidade de reposição de reservas.

A Petrobras encontrou petróleo no poço Morpho, em águas profundas do Amapá, mas ainda precisa avançar na delimitação da área para determinar o volume da descoberta. É o que afirmou nesta segunda-feira (17) a presidente da companhia, Magda Chambriard.

“Tem petróleo, tem descoberta. A gente ainda não sabe quanto”, disse Magda durante evento no Oiapoque, durante visita do presidente Lula à sonda responsável pela perfuração.

Segundo Magda, a companhia está “extremamente otimista” com os resultados obtidos até agora e pretende manter o esforço exploratório na região.

“Nós vamos continuar investindo, vamos continuar explorando, e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer”, afirmou.

A presidente da Petrobras disse que os estudos feitos pela companhia já indicavam potencial relevante na área e que a descoberta reforça essa avaliação.

“Essa descoberta confirma até hoje nossos estudos e nós vamos continuar explorando”, disse.

Leia também: Petrobras descobre forte indício de petróleo na costa do Amapá

Petrobras ainda precisa medir tamanho da descoberta

Magda afirmou que a perfuração do poço atual deve ser concluída nas próximas semanas.

“Esse poço vai acabar nos próximos talvez 15, 20 dias. Vamos ver quando é que ele acaba. A sonda que vai dizer”, afirmou.

Depois dessa etapa, a companhia deverá avançar na delimitação da descoberta para estimar quanto petróleo existe efetivamente na área.

“Logo a seguir nós temos que delimitar essa descoberta, ou seja, a gente tem que saber quanto é que de petróleo tem de fato nessa área”, disse.

Segundo Magda, a Petrobras prevê mais três poços no bloco BMFZA-59, onde ocorreu a descoberta, e aguarda as licenças ambientais necessárias.

“Nós temos previstos mais três poços para furar nesse bloco. Estamos aguardando essa licença ambiental”, afirmou.

A companhia também planeja novas perfurações em blocos adjacentes. Segundo a executiva, será esse conjunto de poços que permitirá medir o potencial petrolífero do offshore do Amapá.

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“Esse esforço exploratório, que é gigantesco, é que vai dizer para a gente quanto é de petróleo que a Margem Equatorial no offshore do Amapá tem para nos oferecer”, afirmou.

“Tudo indica que vai ser bom. Nós estamos extremamente otimistas com o que a gente está encontrando por aqui”, acrescentou.

Pré-sal deve atingir pico em 2034 ou 2035

Magda também relacionou a exploração na Margem Equatorial à necessidade de reposição das reservas brasileiras de petróleo.

Segundo ela, cerca de 80% do petróleo produzido atualmente no Brasil vem do pré-sal, cuja produção deve atingir o pico por volta de 2034 ou 2035.

“Esse pré-sal vai ter um pico de produção mais ou menos em torno de 2034, 2035 e, a partir daí, nós precisamos repor reservas para que a gente não perca a posição de um dos dez maiores produtores de petróleo do planeta”, afirmou.

A executiva disse que o Brasil ocupa hoje a posição de sétimo maior produtor de petróleo do mundo e destacou que novas descobertas serão necessárias para manter a relevância do país no setor.

“A gente gosta de dizer que não tem futuro para uma empresa de petróleo sem exploração. É isso que nós estamos fazendo aqui no Amapá”, afirmou.

Leia também: Descoberta de petróleo reforça potencial da Margem Equatorial, diz presidente da Petrobras

Magda destaca peso do petróleo nas exportações

Ao defender a continuidade da exploração, Magda lembrou que o Brasil já foi fortemente dependente de petróleo importado.

Segundo ela, em 1984, o petróleo cru representava 48% das importações brasileiras.

“Isso dava para o Brasil uma despesa danada. Era uma conta imensa para ser paga pela população, um problema que nós resolvemos ao longo do tempo”, disse.

A presidente da Petrobras afirmou que o país alcançou posteriormente a autossuficiência e que o desenvolvimento do pré-sal mudou a posição brasileira no mercado global.

“Hoje, graças ao pré-sal, essa riqueza nos garante o nosso primeiro produto de exportação há dois anos. Tudo indica que esse ano nós vamos ter de novo o petróleo como primeiro produto de exportação”, afirmou. “Perder essa posição seria uma lástima”, acrescentou.

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