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IA acelera e amplia ameaças cibernéticas, alerta Interpol

Publicado 01/10/2026 • 22:11 | Atualizado há 35 minutos

KEY POINTS

  • Inteligência artificial torna golpes mais rápidos, escaláveis e difíceis de identificar, segundo executivo de segurança da Interpol.
  • Empresas devem identificar seus ativos mais críticos e direcionar as defesas às ameaças específicas enfrentadas por seus negócios.
  • IA agêntica amplia os riscos à medida que sistemas ganham acesso a recursos e passam a executar ações em nome dos usuários.

Getty Images

A inteligência artificial está ampliando as ameaças cibernéticas ao potencializar técnicas criminosas já existentes, como golpes e fraudes, segundo a Interpol.

A IA aprimora métodos já utilizados por criminosos, em vez de revolucioná-los, afirmou Bjorn R. Watne, diretor global de segurança da informação da Interpol, à CNBC, à margem da Tech Week Singapore, nesta quinta-feira (1º). Operadores de golpes podem utilizar a tecnologia para atingir várias vítimas simultaneamente, enquanto avanços em tradução e identidades digitais tornam cada vez mais difícil distinguir interações fraudulentas das verdadeiras.

“É uma evolução, não uma revolução”, disse Watne, acrescentando que a IA está aumentando principalmente a “velocidade e a escala” das técnicas existentes.

O que as empresas devem proteger

À medida que as ameaças cibernéticas evoluem, as empresas devem definir prioridades para suas medidas de proteção, segundo Watne.

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O primeiro passo, afirmou, é identificar suas “joias da coroa” – os ativos mais importantes para manter as operações funcionando – e determinar quem teria maior interesse em roubá-los ou interrompê-los.

A partir disso, as companhias podem utilizar inteligência sobre ameaças para compreender as táticas e tecnologias empregadas pelos possíveis invasores e adaptar suas defesas.

“Não há necessidade de todos tentarem se proteger contra tudo ao mesmo tempo quando não estão sendo alvo dessas ameaças”, disse. Segundo Watne, as defesas necessárias podem variar dependendo de a empresa estar exposta a criminosos oportunistas ou a grupos responsáveis por ameaças persistentes avançadas.

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As companhias também são frequentemente prejudicadas por uma desconexão entre a alta administração e a estratégia de segurança cibernética, afirmou.

“Ainda existem muitos setores que não perceberam que hoje toda empresa é uma empresa de TI”, acrescentou Watne.

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Embora o risco cibernético esteja ganhando espaço entre as principais preocupações corporativas, a segurança cibernética ainda não chegou plenamente aos conselhos de administração de muitas empresas, segundo o executivo.

IA agêntica traz novos riscos

Watne afirmou estar particularmente preocupado com a IA agêntica à medida que a tecnologia ganha capacidade para executar ações em nome dos usuários. Nesse cenário, alertou, erros podem deixar de produzir apenas informações incorretas e passar a provocar consequências no mundo real.

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“Uma coisa é uma IA fornecer a informação errada. Mas, quando uma IA está realmente executando uma ação e começa a realizar ações erradas, especialmente no mundo físico, isso pode resultar em danos corporais a seres humanos”, disse Watne.

Ele apontou como área de preocupação a crescente utilização de inteligência artificial em dispositivos como automóveis e veículos autônomos.

Segundo Watne, esses riscos são agravados pelo nível relativamente elevado de confiança que as pessoas depositam na tecnologia, em comparação com áreas como os serviços financeiros.

No setor financeiro, as pessoas tendem a adotar uma postura de maior controle, utilizando proteções como códigos PIN e mantendo atenção a riscos como a clonagem de cartões, explicou. Com a tecnologia, porém, os usuários costumam adotar novos dispositivos e aplicativos mais rapidamente e sem o mesmo grau de cautela.

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“Quando se trata de tecnologia, o nível de confiança está nas alturas”, disse Watne, citando a facilidade com que as pessoas avançam por telas de confirmação e concedem permissões a novas tecnologias.

À medida que os sistemas de IA se tornam mais capazes de agir em nome dos usuários, esse nível de confiança precisa ser examinado com maior atenção, segundo o executivo.

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