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Um terço dos municípios do RS sofre com falta de diesel e 4 decretaram emergência; ANP nega crise
Publicado 26/03/2026 • 21:38 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/03/2026 • 21:38 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O último levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) revelou que 170 dos municípios do estado – um terço do total – enfrentam problemas com o abastecimento de óleo diesel. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nega a crise.
Até a última atualização desta reportagem, quatro cidades na região central gaúcha decretaram emergência devido à escassez de combustível: Formigueiro, Júlio de Castilhos, São Sepé e Tupanciretã.
Porto Alegre não aparece na lista de localidades com falta de diesel. As prefeituras têm priorizado o uso do combustível em áreas como saúde e transporte de pacientes, enquanto obras e atividades que dependem de máquinas foram interrompidas, diz a Famurs.
De acordo com a federação gaúcha, os sinais de desabastecimento acendem “um sinal de alerta para o funcionamento dos serviços essenciais nas cidades”. Segundo a presidente da entidade, Adriane Perin, a estimativa é de que os estoques locais nas prefeituras atingidas tenham autonomia para apenas 10 a 15 dias.
O desabastecimento e a alta nos preços em diferentes regiões do país estão ligadas ao conflito no Irã, que pressiona a cadeia global do petróleo. Como o Brasil importa aproximadamente 30% do diesel que consome, o impacto externo é direto.
Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o preço do litro do diesel no país acumulou alta próxima de 20%, conforme dados da ANP.
Em nota à reportagem, a ANP afirmou que não há falta de produto e que o problema mais agudo, cujo pico aconteceu na última semana, já foi superado. No comunicado, a autarquia afirmou que a questão atual se deve à distribuição do combustível.
“De forma geral, os agentes de mercado do Rio Grande do Sul informam que o abastecimento de diesel no estado está normalizado, em razão do fluxo adicional vindo do Paraná e dos efeitos do leilão da Petrobras, além de relatarem maior oferta no mercado”, diz a nota.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciada Exclusiva CNBC, Adriane Perin destaca a dificuldade logística para interiorizar o combustível é o problema agudo em si e ele ainda não foi superado.
“O diesel não está chegando com a regularidade necessária para garantir o transporte de pacientes e a manutenção das estradas rurais, que escoam a nossa produção. O momento exige menos justificativas técnicas e mais transparência e agilidade na logística de distribuição”, afirmou.
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