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Uso de inteligência artificial pelas indústrias brasileiras cresce 163% em dois anos
Publicado 26/09/2025 • 07:02 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 26/09/2025 • 07:02 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O número de indústrias que utilizam inteligência artificial (IA) no Brasil mais que dobrou em dois anos, registrando aumento de 163%. Segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), divulgada nesta quarta-feira (24) pelo IBGE, a quantidade passou de 1.619 em 2022 para 4.261 em 2024. No primeiro semestre do ano passado, 41,9% das empresas industriais pesquisadas já faziam uso da tecnologia, contra 16,9% em 2022.
O levantamento do IBGE foi realizado com uma amostra de 1.731 empresas industriais, em um universo de 10.167 companhias com 100 ou mais empregados. O estudo contou com financiamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e apoio técnico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com o gerente de pesquisas temáticas do IBGE, Flávio José Marques Peixoto, a expansão está ligada à popularização de sistemas de IA generativa, como o ChatGPT, lançado em 2022. Ele também citou aplicações como mineração de dados, reconhecimento de voz e imagem, machine learning, automatização de processos e manutenção preditiva.

O uso da inteligência artificial (IA) cresce conforme o porte da companhia. Entre indústrias com mais de 500 funcionários, 57,5% utilizam IA, contra 42,5% na faixa de 250 a 499 trabalhadores e 36,1% entre as de 100 a 249 empregados.
As áreas administrativas concentram a maior utilização (87,9%), seguidas pelo setor de comercialização (75,2%). Por segmento, equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos lideram (72,3%), seguidos de máquinas e materiais elétricos (59,3%) e produtos químicos (58%). Já couro (20,7%), fumo (22,9%) e manutenção e reparação (19,2%) são os que menos utilizam.
O levantamento mostra que 89% das empresas industriais já adotam ao menos uma tecnologia digital avançada. Além da IA, destacam-se computação em nuvem (77,2%), internet das coisas (50,3%), robótica (30,5%), análise de big data (27,8%) e manufatura aditiva, como impressoras 3D (20,3%).
Os setores mais digitalizados são outros equipamentos de transporte (98,3%), máquinas e materiais elétricos (97%) e impressão e gravações (96%). Já celulose e papel (73,5%) aparecem entre os menos digitalizados.
A pesquisa aponta que nove em cada dez companhias registraram ganhos de eficiência com novas tecnologias. Outros resultados foram maior flexibilidade nos processos (89,5%), melhor relacionamento com clientes e fornecedores (85,6%) e aumento da capacidade de desenvolver novos produtos (74,7%). Já a entrada em novos mercados foi mencionada por 43,8%.
Para 88,6% das empresas, a decisão de adotar tecnologias digitais foi estratégica e autônoma. Outras citaram influência de fornecedores ou clientes (62,6%), concorrência (51,9%) e programas de apoio (28%). Apenas 9,1% efetivamente se beneficiaram de incentivos.
Segundo o analista Flávio Peixoto, em muitos casos a digitalização é uma exigência para manter a competitividade. Ele citou o setor automotivo, onde pedidos feitos pelos clientes refletem em toda a cadeia de suprimentos de forma integrada.
Os altos custos tecnológicos foram apontados como obstáculo por 78,6% das indústrias que já utilizam tecnologias digitais e por 74,3% das que ainda não adotaram. A falta de trabalhadores qualificados também aparece como entrave, relatada por 54,2% e 60,6%, respectivamente.
A pesquisa identificou redução no teletrabalho entre indústrias. Em 2022, 47,8% tinham o regime; em 2024, o percentual caiu para 43% (4.357 companhias). O modelo é mais comum em empresas de grande porte: 65,3% das que têm mais de 500 funcionários utilizam.
As áreas administrativas (94,6%) e de comercialização (85%) concentram a maior adesão, enquanto setores de produção (35,5%) e logística (51,7%) registram os menores índices.
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