CNBC
caneta de mounjaro

CNBCFabricante do Ozempic processa Eli Lilly, do Mounjaro, por propaganda enganosa sobre a molécula GLP-1; entenda

Notícias do Brasil

Tarifa de Trump acelera diversificação das exportações brasileiras, avalia professor da FGV

Publicado 21/07/2026 • 09:11 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • A sobretaxa de 25% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros tem acelerado um movimento que já vinha ganhando força desde o ano passado: a busca por novos mercados para as exportações nacionais.
  • Em entrevista ao Pré-Market, o professor de MBAs da FGV, Roberto Kanter, afirmou que o cenário, apesar dos desafios, também abre oportunidades para a internacionalização das empresas brasileiras.
  • Kanter destacou que o movimento de diversificação deixou de ser uma estratégia restrita às grandes companhias e passou a alcançar também pequenas e médias empresas.
Tarifas

Foto: Magnific

A sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros tem acelerado um movimento que já vinha ganhando força desde o ano passado: a busca por novos mercados para as exportações nacionais. Diante da perspectiva de redução das vendas para o mercado norte-americano, empresas brasileiras passaram a intensificar a prospecção de parceiros comerciais, principalmente na Ásia e em outros mercados emergentes.

Em entrevista ao programa Pré-Market, o professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Roberto Kanter, afirmou que o cenário, apesar dos desafios, também abre oportunidades para a internacionalização das empresas brasileiras.

“O tarifaço mostrou que a moeda realmente tem dois lados. A gente tinha uma dependência enorme do mercado americano, que é o maior mercado consumidor do mundo.” Segundo o especialista, a necessidade de reduzir essa dependência já vinha sendo discutida há meses.

O professor comparou o cenário ao primeiro tarifaço de Trump: “era uma oportunidade de ouro do Brasil fazer o ‘.com’ em vez de ficar dependendo do ‘.com.br’. E isso é o que vem acontecendo”, explicou.

Leia também: Após punir Brasil, Trump impõe tarifas adicionais de 50% sobre produtos do Canadá, vizinho e parceiro histórico

Kanter destacou que o movimento de diversificação deixou de ser uma estratégia restrita às grandes companhias e passou a alcançar também pequenas e médias empresas, impulsionado por iniciativas do governo para ampliar a presença brasileira em feiras internacionais e aproximar exportadores de novos compradores.

Para ele, mesmo que as tarifas norte-americanas sejam revertidas no futuro, o processo de expansão internacional tende a deixar um legado positivo. “Alguma hora o tarifaço vai acabar, possivelmente pode ser no ano que vem, pode demorar um pouco, mas, quando isso acontecer, o Brasil vai ter uma presença no mercado internacional como exportador que talvez em outra situação não tivesse.”

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Apoio do governo é decisivo

O professor também avaliou como fundamental a atuação do governo federal no processo de abertura de novos mercados. Nesta segunda-feira (20), representantes do Executivo iniciam reuniões com setores afetados pelas tarifas para discutir medidas específicas de apoio.

De acordo com Kanter, entrar em mercados como os da Ásia e da África exige investimentos elevados e adaptação às diferentes culturas de negócios: “Quando você vai para mercados asiáticos, mercados africanos, mercados emergentes, a maneira de negociar, exportar e comercializar o produto exige um grau de investimento e um aprendizado enorme”, explica.

Na avaliação do especialista, programas de incentivo à participação em feiras internacionais e ações de promoção comercial são essenciais para acelerar esse processo.

Leia também: Tarifaço: com protecionismo se tornando regra, diversificação e acordos bilaterais devem ser priorizados, dizem especialistas

Kanter ressaltou ainda que o Brasil enfrenta desafios adicionais relacionados à distância geográfica e à imagem internacional do país. “Para você vender produtos industrializados brasileiros em outros países que desconhecem a maravilha que é fazer parte do Brasil e da nossa capacidade de produzir, não é uma tarefa fácil.”

Por isso, ele considera estratégico o trabalho realizado por órgãos de promoção comercial. “As ações do governo e os incentivos que o Ministério da Indústria e Comércio usa, por meio da Apex, para chegar a esse mercado são fundamentais.”

Durante a entrevista, Kanter também destacou que ampliar a presença em novos mercados pode fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional no longo prazo, reduzindo a dependência de um único parceiro comercial e aumentando a competitividade das empresas brasileiras.

Leia mais: Tarifaço: Governo começa nesta terça-feira a definir tamanho do socorro a setores atingidos pela sobretaxa de Trump

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil