Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Tarifa de Trump acelera diversificação das exportações brasileiras, avalia professor da FGV
Publicado 21/07/2026 • 09:11 | Atualizado há 3 semanas
OpenAI conclui venda de ações no valor de US$ 7 bilhões antes de possível IPO
Nvidia articula plano de US$ 500 bilhões para financiar infraestrutura de IA
Ações da SpaceX se recuperam e se aproximam do preço do IPO de US$ 135
OpenAI amplia iniciativa Daybreak de cibersegurança à medida que ameaças de agentes de IA evoluem
Negócio de licenciamento imobiliário de Trump no exterior dispara para US$ 59,5 milhões com pagamentos de incorporadoras do Golfo
Publicado 21/07/2026 • 09:11 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Magnific
Estudo traça 18 cenários para a economia do Brasil após tarifaço e tensão no Irã
A sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros tem acelerado um movimento que já vinha ganhando força desde o ano passado: a busca por novos mercados para as exportações nacionais. Diante da perspectiva de redução das vendas para o mercado norte-americano, empresas brasileiras passaram a intensificar a prospecção de parceiros comerciais, principalmente na Ásia e em outros mercados emergentes.
Em entrevista ao programa Pré-Market, o professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Roberto Kanter, afirmou que o cenário, apesar dos desafios, também abre oportunidades para a internacionalização das empresas brasileiras.
“O tarifaço mostrou que a moeda realmente tem dois lados. A gente tinha uma dependência enorme do mercado americano, que é o maior mercado consumidor do mundo.” Segundo o especialista, a necessidade de reduzir essa dependência já vinha sendo discutida há meses.
O professor comparou o cenário ao primeiro tarifaço de Trump: “era uma oportunidade de ouro do Brasil fazer o ‘.com’ em vez de ficar dependendo do ‘.com.br’. E isso é o que vem acontecendo”, explicou.
Leia também: Após punir Brasil, Trump impõe tarifas adicionais de 50% sobre produtos do Canadá, vizinho e parceiro histórico
Kanter destacou que o movimento de diversificação deixou de ser uma estratégia restrita às grandes companhias e passou a alcançar também pequenas e médias empresas, impulsionado por iniciativas do governo para ampliar a presença brasileira em feiras internacionais e aproximar exportadores de novos compradores.
Para ele, mesmo que as tarifas norte-americanas sejam revertidas no futuro, o processo de expansão internacional tende a deixar um legado positivo. “Alguma hora o tarifaço vai acabar, possivelmente pode ser no ano que vem, pode demorar um pouco, mas, quando isso acontecer, o Brasil vai ter uma presença no mercado internacional como exportador que talvez em outra situação não tivesse.”
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO professor também avaliou como fundamental a atuação do governo federal no processo de abertura de novos mercados. Nesta segunda-feira (20), representantes do Executivo iniciam reuniões com setores afetados pelas tarifas para discutir medidas específicas de apoio.
De acordo com Kanter, entrar em mercados como os da Ásia e da África exige investimentos elevados e adaptação às diferentes culturas de negócios: “Quando você vai para mercados asiáticos, mercados africanos, mercados emergentes, a maneira de negociar, exportar e comercializar o produto exige um grau de investimento e um aprendizado enorme”, explica.
Na avaliação do especialista, programas de incentivo à participação em feiras internacionais e ações de promoção comercial são essenciais para acelerar esse processo.
Kanter ressaltou ainda que o Brasil enfrenta desafios adicionais relacionados à distância geográfica e à imagem internacional do país. “Para você vender produtos industrializados brasileiros em outros países que desconhecem a maravilha que é fazer parte do Brasil e da nossa capacidade de produzir, não é uma tarefa fácil.”
Por isso, ele considera estratégico o trabalho realizado por órgãos de promoção comercial. “As ações do governo e os incentivos que o Ministério da Indústria e Comércio usa, por meio da Apex, para chegar a esse mercado são fundamentais.”
Durante a entrevista, Kanter também destacou que ampliar a presença em novos mercados pode fortalecer a posição do Brasil no comércio internacional no longo prazo, reduzindo a dependência de um único parceiro comercial e aumentando a competitividade das empresas brasileiras.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
BYD processa portal jornalístico e tenta calar reportagem sobre origem chinesa da marca
3
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
4
Futebol italiano perde espaço na elite europeia em meio a crise financeira e estrutural
5
Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas