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Ventos de mais de 120km atingem região sudeste, provocando mortes, apagão e caos em metrô e aeroportos; veja vídeos

Publicado 29/07/2026 • 21:07 | Atualizado há 60 minutos

KEY POINTS

  • A passagem de uma frente fria provocou rajadas de vento superiores a 120 km/h no Sudeste, deixando quatro mortos, dois em São Paulo e dois no Rio de Janeiro, além de um pescador desaparecido em Angra dos Reis.
  • A ventania causou queda de árvores, apagões, suspensão de voos, interrupção de metrôs, trens, balsas e operações no Porto de Santos, afetando a mobilidade e a infraestrutura em diversas cidades.
  • Defesas Civis de São Paulo e do Rio de Janeiro emitiram alertas severos, mobilizaram gabinetes de crise e orientaram a população a evitar deslocamentos e áreas de risco enquanto as condições meteorológicas permanecem instáveis.

A passagem de uma intensa frente fria transformou esta quarta-feira (29) em um dia de emergência no Sudeste do Brasil. Rajadas de vento superiores a 120 km/h atingiram cidades de São Paulo, enquanto o Rio de Janeiro registrou ventos acima de 100 km/h, provocando mortes, interrupções no transporte, apagões, queda de árvores, suspensão de operações portuárias e aeroportuárias, além de deixar um rastro de destruição.

O fenômeno foi provocado pelo avanço de uma frente fria sobre o oceano, que gerou uma forte diferença de pressão atmosférica e intensificou os ventos em grande parte da região. A combinação também elevou o risco de ressaca no litoral, granizo em alguns pontos e queda acentuada de temperatura.

Em São Paulo, as rajadas mais intensas foram registradas no interior do estado. As cidades de Itaporanga e Itaí marcaram 124,9 km/h, enquanto Taquarituba registrou 117 km/h, Paranapanema chegou a 113 km/h e Itanhaém, no litoral, alcançou 111 km/h. Na capital paulista, os ventos atingiram quase 70 km/h, e em Santos chegaram a 83,7 km/h.


O estado contabilizou duas mortes confirmadas. Em Santos, uma pessoa morreu após ser atingida pela queda de uma árvore. A outra vítima foi registrada em Cesário Lange, no interior paulista. A Defesa Civil ainda investigava uma possível terceira morte em São Sebastião, no litoral norte.

Os impactos foram sentidos em toda a infraestrutura paulista. O Porto de Santos, o maior da América Latina, interrompeu a navegação por mais de quatro horas, enquanto operações em áreas de combustíveis e granéis líquidos foram suspensas preventivamente. As travessias de balsas entre Santos e Guarujá e entre São Sebastião e Ilhabela também foram interrompidas.


Na capital, milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica, voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas e diversas ocorrências de queda de árvores mobilizaram equipes de emergência. Em Botucatu, uma árvore caiu sobre um carro após atingir a rede elétrica, deixando um casal preso no veículo até o resgate pelos bombeiros.

A força dos ventos também provocou um acidente aéreo em Mogi Mirim, onde um avião de pequeno porte caiu durante a tarde. Uma pessoa morreu. As causas da queda ainda são investigadas, e não há confirmação de que o acidente tenha sido provocado pelas condições meteorológicas.

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Mortes, apagões e interrupção da circulação de trens no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a ventania também provocou um cenário de caos. Duas pessoas morreram após o desabamento de um muro em Santa Teresa, na região central da capital. Além disso, um pescador desapareceu em Angra dos Reis, no sul fluminense, após sair para o mar durante o temporal.

A cidade registrou interrupções em praticamente todos os modais de transporte. O Aeroporto Santos Dumont suspendeu temporariamente as operações devido às condições meteorológicas e à falta de energia elétrica, enquanto voos também precisaram ser desviados do Galeão. As linhas do MetrôRio, os trens metropolitanos e parte do sistema BRT tiveram a circulação interrompida ou afetada ao longo da tarde.

Na Ponte Rio-Niterói, a concessionária precisou ativar a operação comboio, restringindo a circulação de veículos em determinados momentos por causa da intensidade das rajadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, centenas de ocorrências foram registradas ao longo do dia, incluindo quedas de árvores, salvamentos, desabamentos e atendimentos relacionados aos fortes ventos. Equipes permaneceram mobilizadas em diferentes regiões do estado durante toda a tarde e noite.


Diante da gravidade da situação, os governos estaduais e as Defesas Civis emitiram alertas severos para celulares em diversas cidades, orientando a população a evitar deslocamentos desnecessários, permanecer longe de árvores, estruturas metálicas e marquises, além de redobrar a atenção nas áreas litorâneas devido ao risco de ressaca.

As autoridades seguem monitorando os efeitos da frente fria e alertam que, embora a intensidade dos ventos deva diminuir gradualmente, o mar continuará agitado e o tempo permanecerá instável nas próximas horas.

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