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Zuckerberg dobra aposta em IA, prevê gastar até US$ 135 bi e Wall Street vibra
Publicado 29/01/2026 • 07:12 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/01/2026 • 07:12 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
FotoField/Shutterstock
Meta pagou quase US$ 3 bilhões a criadores em 2025, alta de 35% em relação ao ano anterior, com 60% do total destinado a conteúdo em Reels
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, planeja ampliar de forma significativa os investimentos da empresa em inteligência artificial em 2026 – e Wall Street parece aprovar a estratégia.
No relatório de resultados do quarto trimestre divulgado na quarta-feira (29), a companhia superou as expectativas de receita e lucro e informou que seus aportes em IA neste ano devem ficar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões. O montante representa quase o dobro do investido em 2025, quando a Meta reformulou sua divisão dedicada à tecnologia.
Após críticas anteriores sobre o nível elevado de gastos com inteligência artificial, investidores reagiram positivamente ao balanço mais recente, que mostrou crescimento de 24% na receita na comparação anual, impulsionado pela publicidade digital. As ações da empresa, que haviam ficado abaixo do desempenho médio do mercado no ano passado, chegaram a subir até 10% no after market.
“Ao planejarmos o futuro, continuaremos investindo significativamente em infraestrutura para treinar modelos de ponta e fornecer superinteligência pessoal a bilhões de pessoas e empresas em todo o mundo”, disse Zuckerberg aos analistas durante a teleconferência de resultados.
O executivo se referia à ambiciosa expansão da rede de data centers da Meta, destinada a sustentar tanto os projetos atuais quanto os futuros de IA.
A diretora financeira da companhia, Susan Li, afirmou que a empresa ainda enfrenta restrições de capacidade computacional, o que significa a necessidade de ampliar recursos para fortalecer o negócio principal de publicidade e dar suporte às equipes de IA.
“Nossas equipes fizeram um ótimo trabalho ao expandir a infraestrutura ao longo de 2025, mas a demanda por poder computacional em toda a empresa cresceu ainda mais rápido do que nossa oferta”, disse Li.
Zuckerberg destacou que 2026 será um ano-chave para a estratégia de inteligência artificial da Meta, com investimentos direcionados para a missão de “construir uma superinteligência pessoal”.
Ainda é incerto se a empresa conseguirá lançar rapidamente novos produtos de IA capazes de gerar receitas relevantes – algo que o CEO evitou detalhar com precisão.
“Vamos lançar novos produtos ao longo do ano”, afirmou. “O mais importante é que não estamos desenvolvendo apenas uma coisa, mas várias.”
Uma das apostas mais ambiciosas da Meta em 2025 foi o investimento de US$ 14,3 bilhões na Scale AI, que trouxe para a companhia o fundador e CEO Alexandr Wang, além de engenheiros e pesquisadores-chave. Wang agora lidera a nova divisão de IA da Meta, que testa um modelo avançado com o codinome Avocado, projetado para suceder a família Llama, segundo a CNBC.
“Espero que nossos primeiros modelos sejam bons, mas, mais importante, que demonstrem a trajetória acelerada em que estamos”, disse Zuckerberg. “E então, espero que continuemos a expandir os limites ao longo do ano, à medida que lançarmos novos modelos.”
Questionado sobre a necessidade de desenvolver modelos próprios de base, Zuckerberg afirmou que isso é essencial porque a Meta é uma “empresa de tecnologia de ponta”.
Segundo ele, a companhia não pode correr o risco de ficar “limitada ao que outros participantes do ecossistema estão construindo ou permitem construir”, acrescentando que ter controle sobre os modelos ajuda a “moldar o futuro desses produtos”.
Apesar da aposta agressiva em IA, a publicidade online segue respondendo pela maior parte da receita da Meta. Enquanto esse negócio continuar dominante no mercado mobile, superando expectativas e gerando bilhões de dólares em caixa por trimestre, Zuckerberg tende a ter margem para sustentar suas ambições tecnológicas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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