Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O Brasil não está barato. Está de graça.
Publicado 23/05/2025 • 15:54 | Atualizado há 10 meses
SpaceX adia lançamento da Starship após falha técnica; ações ampliam sequência de quedas
Ormuz segue como ponto crítico apesar de novos oleodutos
Netflix mantém receita e lucro em linha com previsões e reforça aposta em publicidade e IA
Nvidia apresenta novo modelo de I.A e amplia ecossistema de inteligência artificial física no Japão
TSMC vai investir mais US$ 100 bilhões no Arizona após lucro saltar 77% no segundo trimestre
Publicado 23/05/2025 • 15:54 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em tempos de incerteza, encontrar valor onde poucos enxergam pode parecer um ato de loucura. A história nos ensina que grandes oportunidades geralmente se escondem sob o manto da crise e do pessimismo. O Brasil, neste exato momento, pode ser essa encruzilhada onde a intuição encontra a razão.
O Morgan Stanley lançou um relatório que soa quase como um manifesto: "Estamos mais construtivos com a América Latina — especialmente com o Brasil". Não é por acaso. O país está prestes a vivenciar uma transformação que pode redesenhar o cenário do capital na região. E, ao observar atentamente, percebe-se: o Brasil está de graça.
Leia também:
S&P 500: entre o otimismo e a prudência
A tese é clara: as eleições de 2026 se aproximam, e a popularidade de Lula é a menor entre seus três mandatos. Isso abre caminho para uma mudança inevitável. A política fiscal expansionista, que atualmente transfere recursos dos mais pobres para os mais ricos via pagamento de juros da dívida — consumindo quase 10% do PIB — está no seu limite. A conta não fecha, e o modelo se exaure. Conforme o relatório sugere, “eventualmente, um pouso virá — suave ou forçado”.
O mercado já começa a antecipar essa mudança. O Morgan Stanley percebe um "shift de risco-retorno" no Brasil. Embora o cenário pessimista ainda exista, ele perdeu força. Já o cenário otimista — com mudança de política, reancoragem fiscal e um novo ciclo de investimentos — ganha força. A consequência? Reprecificação.
O cenário macroeconômico é a cereja do bolo: juros no pico e a curva futura já precificando queda. O dólar, enfraquecido globalmente, permite um alívio na inflação. O Brasil pode finalmente reverter um ciclo de consumo artificialmente induzido por transferências de renda, avançando para algo mais saudável: o investimento.
É importante ressaltar que não se trata de um otimismo cego. O relatório aponta claramente os riscos, especialmente os fiscais. No entanto, o mercado começa a olhar para o futuro, percebendo que, mesmo que a mudança não tenha ocorrido, ela se tornou possível. E quando essa possibilidade é precificada, o valuation muda.
Atualmente, o Brasil negocia a 9x lucros, um dos múltiplos mais baixos do mundo. A alocação em renda variável é mínima — menos de 6% do total dos fundos locais. Enquanto isso, os investidores continuam financiando o governo via renda fixa. É como se o mercado estivesse à espera de um sinal para mudar de lado.
Esse sinal pode estar chegando. Um grande rebalanceamento está no horizonte. Da política para o mercado. Do consumo para o investimento. Da dívida para a produção. Do curto prazo para o longo.
E o investidor que se posicionar agora, certamente irá colher os frutos no futuro.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Mega-Sena 3032: veja quando será o sorteio do concurso de R$ 30 milhões
2
EXCLUSIVO: Fleury assume divisão de testes de oncologia de precisão da Roche
3
Morre o jornalista Renato Machado, aos 83 anos
4
Após 15 horas de combate, incêndio em indústria têxtil de Itajaí (SC) é controlado; não houve vítimas
5
Veja os principais itens de exportação brasileiros que serão afetados pelo novo tarifaço dos EUA