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O Diabo Veste Prada 2: de fenômeno cultural a plataforma global de marcas
Publicado 03/05/2026 • 17:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/05/2026 • 17:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
“O Diabo Veste Prada 2” não retorna aos cinemas apenas como uma sequência aguardada, mas como um ativo cultural com capacidade real de movimentar o mercado.
O primeiro filme, lançado em 2006, ultrapassou US$ 320 milhões em bilheteria mundial e se consolidou como um dos maiores retratos da indústria da moda no cinema. Duas décadas depois, a sequência chega cercada de expectativa, impulsionada por uma base consolidada de fãs e por uma nova geração que consome o título como referência estética e comportamental.
Mas o impacto não está apenas nas telas.
Se antes o filme foi lido como aspiracional, hoje ele é revisitado.
A personagem de Miranda Priestly passa a ser analisada sob uma lente contemporânea que discute liderança, poder e cultura de trabalho, o que mantém o filme atual e relevante.
O filme traz de volta Miranda Priestly (Meryl Streep), Andy Sachs (Anne Hathaway), Emily Charlton (Emily Blunt) e Nigel Kipling (Stanley Tucci) em uma trama focada na reinvenção da revista Runway na era digital.
E é justamente essa mistura que transforma a produção em algo maior: uma plataforma de influência.
A nova fase de O Diabo Veste Prada deixa claro um movimento: o entretenimento como motor de negócios.
Para a estreia, marcas globais e brasileiras entraram no hype com colaborações que expandem o filme para o consumo:
O filme deixa de ser conteúdo e passa a operar como ecossistema de marca.
Se as collabs expandem o filme para o consumo, o tapete vermelho consolida seu posicionamento.
Durante a turnê global, o elenco foi amplamente vestido por casas como:
Mas, dentro desse circuito, um movimento chamou atenção:a presença de marcas brasileiras.
Na première em Londres, durante o evento “A Night With Runway”, Meryl Streep escolheu joias da brasileira Sauer: brincos de diamantes com ônix em ouro branco 18k.
A escolha não é apenas estética. Ela posiciona.
Fundada em 1941 por Jules Sauer, a marca construiu sua identidade a partir do uso de pedras brasileiras e de um design autoral que valoriza a origem das gemas. Ao longo de três gerações, evoluiu para um negócio com presença internacional, mantendo o equilíbrio entre tradição e contemporaneidade.
Mais do que isso: a Sauer teve papel relevante no desenvolvimento do setor ao validar, na década de 1960, as primeiras esmeraldas brasileiras junto ao Gemological Institute of America, um marco que ampliou o reconhecimento global dessas pedras.
Esse histórico transforma a marca em algo maior do que produto: transforma em patrimônio
de conhecimento e origem
A presença brasileira não se limita à joalheria. A escolha de Alexandre Birman por Meryl Streep ao longo da turnê global reforça um movimento mais estruturado e com leitura clara de posicionamento.
Na pré-estreia de O Diabo Veste Prada 2 em Xangai, a atriz levou ao tapete vermelho o modelo Pamela Satin 85, em cetim preto, um scarpin de silhueta clássica e salto de 85 mm, marcado por acabamento refinado e construção precisa. O look, assinado pela stylist Micaela Erlanger, reforça uma estética atemporal, alinhada tanto à personagem quanto à imagem pública de Streep.
O modelo utilizado é exclusivo para o mercado norte-americano, enquanto no Brasil a versão disponível aparece em couro nappa, uma estratégia que revela a adaptação de portfólio por mercado sem perder identidade de design.
Mas o ponto central é outro, ao aparecer em um circuito dominado por grandes maisons europeias, Alexandre Birman opera em um território mais avançado: o de consistência global.
Quando um produto brasileiro aparece nesse nível de curadoria, com styling estruturado, contexto global e consistência de entrega, ele não está apenas sendo exibido. Ele está sendo legitimado.
O retorno de O Diabo Veste Prada mostra que o entretenimento hoje opera em múltiplos
níveis:
E, dentro desse sistema, marcas que conseguem se inserir deixam de ser coadjuvantes. Passam a ser parte da narrativa.
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